AVATAR

O argumentista, produtor e realizador canadiano James Cameron, responsável por filmes como O EXTERMINADOR IMPLACÁVEL, ALIENS – O 8º PASSAGEIRO e TITANIC que lhe conferiu notoriedade planetária e recolheu 87 prêmios, dos quais 11 Oscars, chega esta semana às nossas salas com o seu mais recente filme, AVATAR, um thriller de ficção científica, ação e aventura, gêneros em que é exímio, como o é na espetacularidade que coloca nas imagens a projetar no ecrã, tendo mesmo desta feita entrado na era do 3D.

Recorrendo a atores jovens e pouco conhecidos ainda sem grandes créditos, o inglês Sam Worthington e a norte-americana Zoe Saldana, mas contando num papel secundário com a consagrada Sigourney Weaver (“recuperada” de ALIEN, em que foi atriz principal), escreveu e dirigiu este épico sobre a eterna luta entre civilizações, desta vez os terráqueos e os habitantes do planeta Pandora, onde se irão desenrolar os acontecimentos.

Um militar veterano condenado à imobilidade, aceita a proposta de uma cirurgia que lhe devolverá os movimentos, a troco da missão de viajar até Pandora, infiltrando-se entre a espécie humanóide Na’vi e preparar caminho à atuação do exército humano, com o intuito de exterminar a espécie considerada inferior e apossar-se das riquezas no subsolo do planeta.

Tudo estava programado, exceto o fato de Jake se envolver com a nativa Neytiri e confrontar-se com a decisão de cumprir o contrato que assumira ou mudar-se para o outro lado da linha de fogo, defendendo com os Na’vi o planeta Pandora que agora sente ser a sua casa, contra o ataque das forças terrestres.

Quando o militar chega ao planeta numa nave espacial, espera-o uma imponente instalação militar, regras rígidas de sobrevivência e exemplares da espécie local, mantidos em câmaras de laboratório, onde podem ser observados, no meio da azáfama dos técnicos e das discussões recorrentes entre eles.

No exterior, são os confrontos entre humanos e Na’vis, designados como uma “espécie indigna” pelo responsável pela segurança da base, para explicar a ocupação de Pandora, será o contato direto do marine com Neytiri a desencadear a mudança que se desenha.

Servido por excelentes efeitos digitais de grande beleza, o filme de Cameron resulta numa reflexão sobre os mecanismos da violência, xenofobia e vocação predadora do homem, mas também da sua infinita capacidade de aprender e mudar.

Um belo épico Evento Turnaround Summit e deslumbrante espetáculo visual, mas também um trabalho que não deixará o espectador insensível a leituras mais ricas sobre a condição humana, no que encerra de pior e melhor.

Para AVATAR, de James Cameron, com Sam Worthington e Zoe Saldana, 4 écrans, filme decididamente a ver.