No final de um dia
preenchido com filmes que já não estão em
competição, chegou enfim, na sessão das 21
horas do Luisa Todi, a revelação das
decisões dos diversos júris deste
24º
Festroia.
A cerimónia teve início
com
Nicolau Breyner a descerrar de uma
lápide alusiva ao "Prémio de Carreira"
com que fora distinguido nesta edição e cuja
entrega tivera lugar em finais de Maio, no
Casino de Lisboa, a que se seguiu, já na
sala, a chamada ao palco para ouvir e
retribuir as palavras elogiosas que a
directora Fernanda Silva lhe dirigiu.
Seguiu-se o anúncio do
palmarés com a chamada ao palco dos
distinguidos que foram recebendo os seus
prémios das mãos de individualidades
presentes na sala, agradecendo as distinções
das mais diversas formas e juntando-se a um
friso que se crescendo com a divulgação do
palmarés e, no seu final, se estendia ao
longo de todo o fundo do palco.
Ficaram assim
distribuídos os prémios desta edição:
PRÉMIOS ESPECIAIS
|
PRÉMIO DO PÚBLICO |
ESTRELLITA, de Metod
Pevec
Eslovénia/Alemanha |
|
PRÉMIO HOMEM E A NATUREZA |
ARREPENDIDO, de
Justin Lerner
E.U.A. |
|
MENÇÃO ESPECIAL |
EU, O OUTRO, de
Mohsen Melliti,
Itália |
|
PRÉMIO CÂMARA MUNICIPAL DE
SETÚBAL – INDEPENDENTES
AMERICANOS |
COMEÇO TARDIO,
de Andrew Wagner |
|
PRÉMIO PRIMEIRAS OBRAS |
PROTEGER, de
Lukasz Palkowski
Polónia |
|
MENÇÃO ESPECIAL |
REGRAS DE FAMILIA,
de Marc Meyer
Alemanha |
|
PRÉMIO FIPRESCI |
MIRUSH, de Marius
Holst,
Noruega |
|
PRÉMIO SIGNIS |
MUNDOS SEPARADOS (Worlds
Apart), de Niels Arden
Oplev, Dinamarca |
|
MENÇÃO ESPECIAL |
A TURMA (The
Class), de Ilmar Raag,
Estónia |
|
PRÉMIO CICAE |
SEM RUMO (Restless),
de Amos Kollek,
Israel/Canadá/Bélgica/França/Alemanha |
|
PRÉMIO SAPO VÍDEOS |
BLUE DAWN, de João
Teotónio, Miguel Trindade, Pedro
Gaspar |
PALMARÉS OFICIAL
MELHOR FILME
GOLFINHO DE OURO
|
VASILHAME (Empties),
de Jan Sverák, República
Checa/Reino Unido/Dinamarca |
PRÉMIO ESPECIAL DO JÚRI GOLFINHO
DE PRATA
|
A TURMA (The
Class), de Ilmar Raag,
Estónia |
|
MELHOR REALIZADOR
GOLFINHO DE PRATA |
Srdan Golubovic, pelo filme
A ARMADILHA (The
Trap) da Eslovénia |
|
MELHOR ACTRIZ
GOLFINHO DE PRATA |
Outi Maenpaa e Ria Kataja, pelo
filme
A MÁSCARA (Black Ice)
da Finlândia/Alemanha |
|
MELHOR ACTOR
GOLFINHO DE PRATA |
Robert Wieckiewicz, pelo filme
TUDO FICARÁ BEM (All Will Be
Well) da Polónia |
|
MELHOR ARGUMENTO
GOLFINHO DE PRATA |
Amos Kollek, pelo filme
SEM RUMO (Restless)
de
Israel/Canada/Bélgica/França/Alemanha |
|
MELHOR FOTOGRAFIA
GOLFINHO DE PRATA |
Oleg Kirichenko, pelo filme
SEREIA
(Mermaid), da Rússia
|
Ao anúncio do Palmarés, seguiu-se a
homenagem à actriz espanhola
Assumpta Serna que começou com a
apresentação da actriz, seguiu-se a exibição
de um vídeo com excertos de filmes em que
participou e, finalmente, a chamada a palco
para receber da directora do Festival a
distinção que agradeceu, calorosamente.
Do Luisa
Todi e por entre o ruído ensurdecedor do
desfile das marchas populares de Setúbal,
convidados e organização atravessaram a rua
e seguiram para o quinto piso do Hotel
Esperança, situado em frente ao cinema, para
o habitual cocktail de encerramento,
derradeira oportunidade de convívio entre
todos.
Para o ano há mais, este festival deixa-nos
na boca o sabor nostálgico de um mergulho no
mundo em que o sonho e a fantasia se
confundem, do estado de fascínio hipnótico
em que o cinema sempre nos deveria deixar
pena sendo que a quase totalidade destes
filmes se quede inacessível ao grande
público, fustigado regular e
sistematicamente
pelos
produtos do main-stream, frequentemente
autêntico lixo com qualquer dos filmes que
por aqui passaram, principalmente na "Secção
Oficial", nas "Primeiras Obras" e
nos "Independentes Americanos", as
três secções que constituem o "núcleo duro"
deste festival.
Citando um dos chamados
ao palco, no final da sua intervenção, "Long
life to Festroia!"
(no Festroia,
Isabel Santos e
Falco Fernandes)