Baseados no livro de Steven McVicker, Glenn Ficarra e John Requa adaptaram ao cinema e realizaram esta comédia dramática que narra com detalhes as desventuras de Steven Russel, que se tornou num mito da história carcerária dos Estados Unidos, condenado, hoje a cumprir uma pena de 144 anos numa prisão no Texas.
Jim Carrey, Ewan McGregor, Rodrigo Santoro, Leslie Mann, são os protagonistas duma história que chocou a América e continua proibida nos cinemas norte-americanos.
Jim Carrey não se livra da sua fama de mentiroso compulsivo nem dos esgares que todos lhe conhecem, mas neste papel vira um actor/camaleão, num papel de gay assumido depois de um encontro com a morte, que lhe assenta como uma luva e em que os maneirismos, as caretas e os excessos são levados ao extremo.
Anos 90, algures nos Estados Unidos, decorre esta acção centrada num vigarista que ficou famoso devido às inúmeras e avultadas fraudes cometidas por amor.
Steve Russel, protagonizado por Jim Carrey, passou metade da sua existência fingindo ser um homem bem enquadrado e perfeitamente adaptado, cristão, marido exemplar e um pai dedicado.
Depois de um acidente decide mudar de vida, deixa tudo e parte para a Florida onde tenta enquadrar-se na comunidade gay arranjando um esquema lhe garante um luxuoso estilo de vida.
Na sequência de algumas desventuras conhece Phillip Morris, interpretado por Ewan McGregor, por quem sentirá imediatamente um amor arrebatado que o levará às mais inconsequentes e arriscadas decisões da sua vida.
A dupla Ficarra/Requa realiza um filme que pela polémica não passará em claro nas salas, não deixando esquecer esta personagem bizarra que tão bem encaixa no subestimado Carrey, mas que deixa apagados Santoro e McGregor.
O filme é isso, uma insólita história verídica que reabilita plenamente aos olhos do espectador mais exigente, o actor Jim Carrey que nos habituámos a ver em tantas comédias de série B.

