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News |
Notícias de Cinema, Televisão, Áudio e Multimédia Nº2299 - Quinta-feira, 2010.FEV.25 |
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Plano de Abertura
Documentário (a propósito da estreia do filme THE COVE)
A força brutal do documentário. |
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Um dos géneros cinematográficos que regularmente passa ao lado do grande público é o Documentário, maugrado os excelentes trabalhos de Michael Winterbottom e os surpreendentes blockbusters rubricados por Michael Moore. E no entanto, o Cinema nasceu impregnado de uma forte componente documental, desde os irmãos Lumière, tendo assumido cedo foros de autonomia, com clássicos como NANOOK, O ESQUIMÓ, dirigido em 1922 por Robert J. Flaherty. Estreia esta semana entre nós COVE – A BAÍA DA VERGONHA, mais um dos escassos documentários que espaçadamente chegam às salas portuguesas e que estará em apreciação nesta edição do Grande Écran. Desta vez, será duplamente lamentável se este excelente trabalho passar despercebido ao público português, não só pela qualidade do filme, como pelo tema que aborda, a chacina de golfinhos nas costas do Japão, movida pela ganância duma empresa industrial, fornecedora de oceanários por todo o mundo e do comércio de iguarias no país. Ainda mais importante se torna, pelo levantar do pano sobre a conivência das autoridades nipónicas que chegam ao ponto de deterem e torturarem os activistas que se atrevem a tentar denunciar este estado de coisas. Ao contrário do que sucede com Winterbottom, não se trata de um documentário ficcionado, revelando-se muito distante da falta de rigor e cariz manipulador dos trabalhos de Moore. (Grande Écran 612, de 25 de Fevereiro de 2010) |
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