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News |
Notícias de Cinema, Televisão, Áudio e Multimédia Nº2275 - Quinta-feira, 2010.FEV.4 |
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4 Écrans
A Princesa e o Sapo de Ron Clements e John Musker
Um casal perfeito só possível no universo da animação. |
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Animação típica da Disney, em desenho tradicional, mesmo que apoiado em computadores, o filme da dupla Ron Clements e John Musker que já nos deu trabalhos anteriores como ALADINO e A PEQUENA SEREIA, recupera bastante bem os créditos firmados ao longo de quase um século, pela produtora criada por Walt. A velha fábula de La Fontaine que dá o nome ao filme, começa a ser contada aparentemente na versão original, mas é transportada rapidamente para Nova Orleães, distanciando-se radicalmente do que estaríamos à espera. Desde as primeiras imagens do filme, o espectador apercebe-se de que algo mudou no mundo da animação, uma das crianças, a quem está a ser contada a história tem os dentes excessivamente afastados e cai estrondosamente para trás de tanto rir com o relato. Depois, a loirinha trajando de fada cor-de-rosa, atira-se à outra menina, uma negra que contesta o enredo que acha “nojento” e acaba atirando o gato ao tecto, num acto selvático em que as crianças são pródigas, mas não cabia no universo Disney até quase levar os “Animation Studios” à falência. Os sucessos da concorrência Dreamworks, Pixar, os filmes de Tim Burton e muitos outros que levaram a animação ao universo dos adultos, já tinham provocado a mudança de que a velha produtora de Mickey, Donald e Pinóquio tardava a aperceber-se. E o resultado está aí à vista de todos: uma princesa mazinha no universo Disney, algo trivial nos dias de hoje, mas grande inovação para quem fez de figuras sem mácula, como Bela Adormecida, Gata Borralheira, Bambi ou Branca de Neve, sucessos planetários que prevalecem ao longo de sucessivas gerações. A protagonista desta animação acaba por ser a miúda negra Tiana, oriunda de uma família de criados do sul, para quem os pais sonham dotar com um restaurante e que acaba por conhecer o Príncipe Naveen, transformado em sapo, satisfação do desejo formulado a uma estrela, porque “when you dream upon a star”... Claro que a tradição já não é o que era e quando o beijo é trocado,… terão de ir ver o filme para ver o que sucede, o filme acelera e a narrativa torna-se hilariante, mas o sortilégio apenas surgirá ao cabo de muitas peripécias, reencontrando-se o tom de encanto à Disney, nos final. Versão refrescada da fábula original, resulta bem condimentada, com música excelente, enriquecida pela forma como foi adaptada, pelo pano de fundo de Nova Orleães, que já dera boas provas, por exemplo em AS GÉMEAS DE BELLEVILLE, situada numa França americanizada, com direito a Jazz e Máfia. Para A PRINCESA E O SAPO, de Ron Clements e John Muker, com Anika Noni Rose e Bruno Campos inspirando e dando voz às personagens principais, 4 écrans, filme decididamente a ver. (Grande Écran 609, de 4 de Fevereiro de 2010) |
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