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Nº2272 - Quinta-feira, 2010.JAN.28


 

4 Écrans

 

 

 

A Bela e o

Paparazzo

de António-Pedro Vasconcelos

 

Marco D'Almeida e Soraia Chaves,

um paparazzo e uma bela à portuguesa

Dois anos depois de ter protagonizado CALL GIRL, Soraia Chaves volta  a ser de novo cabeça de cartaz, sob a direcção do realizador António Pedro Vasconcelos, no seu mais recente filme, a comédia romântica A BELA E O PAPARAZZO.

Com a cidade de Lisboa por cenário, Soraia interpreta agora uma actriz de telenovelas, contracenando com Marco D’Almeida, na figura do paparazzo que a persegue, percorrendo ambos os bairros velhos, os recantos antigos e pitorescos, ícones da capital.

Partindo de um argumento de Tiago Santos, com quem António-Pedro já tinha trabalhado no filme anterior, o resultado foi uma comédia, género pouco cultivado no nosso cinema actual, em que o produtor Tino Navarro apostou forte, uma aventura com um final feliz.

A BELA E O PAPARAZZO conta a história de um fotógrafo que ganha a vida fotografando celebridades que persegue por todo o lado, graças a uma boa rede de informação.

O destino encarrega-se de juntar estas duas personagens, ligando-as, numa filme que conta também com Nuno Markl, Pedro Laginha, Virgílio Castelo, Maria João Luís, Nuno Homem de Sá, Ivo Canelas e Nicolau Breyner, entre outros.

Mariana é uma vedeta da televisão exausta, cansada das exigências e mentiras da estação para quem trabalha interpretando telenovelas, as filmagens não estão a correr bem, a popularidade da novela está a descer e a sua vida privada é devassada regularmente nas revistas da especialidade, graças a Gabriela, a temível paparazzo que a persegue dia e noite.

Diversa é a opinião do director da produtora com quem está envolvida e considera a publicidade conferida pelas reportagens escandalosas um potencial factor decisivo na subida de audiência da telenovela, única coisa que realmente lhe interessa.

Em Lisboa, entre o Cais do Sodré, a Bica, o Bairro Alto, a Bela é um desafio para o Paparazzo, tanto quanto este é um mistério que a arrasa e anseia por todos os meios desvendar.

Mas a revelação surgirá da forma mais inesperada e inoportuna, colocando em causa a relação entre os dois, Marco D’Almeida que no filme faz a sua estreia em comédia e a Soraia Chaves, num papel menos erótico, em que o seu excelente corpo cede lugar à beleza do rosto, à cinegenia do olhar.

De destacar as participações de Nuno Markl, num papel talhado à sua medida, de Ivo Canelas, responsável por três momentos fulcrais da narrativa, e de Nicolau Breyner, num pequeno e hilariante papel, os três dando vida a personagens chave de boa parte do humor que percorre este filme.

Remetendo-nos para o cinema português dos anos 40 e 50, dedicada a MIlú e Raul Solnado, para a comédia romântica A BELA E O PAPARAZZO, de António-Pedro Vasconcelos, protagonizada por Soraia Chaves e Marco D’Almeida, 4 écrans, filme decididamente a ver.

Isabel Santos

(Grande Écran 608, de 28 de Janeiro de 2010)


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