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Nº 2266 - Quinta-feira, 2010.FEV.4


Plano de Abertura

 

 

 

 

Avatar em

versão 3D

 

 

Cinema pode ser espectáculo,

mesmo sem perder qualidade

Aquando da sua estreia nas salas portuguesas, apreciamos o blockbuster AVATAR, depois de termos visto a versão clássica, desprovida da tecnologia 3D que está a tornar-se corrente, sobretudo em animações e, aperfeiçoada pela Sony, pelo director de fotografia Vince Pace e elo realizador James Cameron, foi já adoptada por outros cineastas como Tim Burton.

De uma forma sintética, pode dizer-se que no futuro, a tecnologia “Reality Camera System“, já distinguida com um Oscar Técnico, tenderá a ser utilizada em filmes que explorem a componente espectacular e fascinante que permite obter.

Como é habitual, sempre que suja novidade no horizonte, apressaram-se os críticos amadores e profissionais a zurzir em AVATAR, clamando que “isto não é o futuro do cinema”, no que concordamos, e esvaziando o filme de tudo o que fosse além do mero efeito tridimensional, e aqui discordamos.

As razões já foram referidas na apreciação que fizemos do filme, mas todo este burburinho em relação a um blockbuster mundial nos parece descabido, o que nos leva a preparar nova abordagem a AVATAR, de James Cameron, agora à luz da versão 3D, bela, soberba e fascinante, mas que em nada diminui a versão clássica que víramos.

Se, como dizia José Vieira Marques, “cinema é divertimento e funciona através do fascínio”, este filme é um exemplo claro do que o cinema busca, sem abdicar dos valores que fazem dele um bom filme.

Falco Fernandes

(Plano de Abertura do Grande Écran 609, de 4 de Fevereiro de 2010)


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