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News |
Notícias de Cinema, Televisão, Áudio e Multimédia Nº2222 - Quinta-feira, 2010.JAN.7 |
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4 Écrans
Um Profeta de Jacques Audiard
A dura arte de sobreviver, no mundo brutal de uma prisão francesa |
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Estreou no último dia de 2009 entre nós, UM PROFETA, de Jaques Audiard, distinguido com o Grande Prémio do Júri, em Cannes 2009, considerado o melhor filme exibido em França no ano passado, candidato francês à nomeação para o Óscar de melhor filme em língua estrangeira e já nomeado para o Globo de Ouro 2010, na mesma categoria. Tahar Rahim, o jovem protagonista Malik, foi considerado pela Academia Europeia de Cinema o melhor actor do cinema europeu de 2009 pelo seu desempenho no filme. Audiard regressa quarto anos depois do sucesso DE TANTO BATER, O MEU CORAÇÃO PAROU, com um filme duro e brutal, passado numa prisão em França sobre o qual disse numa entrevista ao Guardian um filme tem sempre ligações à realidade, mas o espectador nunca deve esquecer "a poesia, a ficção, a história", ainda que essa história possa ter interpretações políticas, por envolver a questão do funcionamento das prisões e pelo facto do protagonista ser árabe. Um filme duro e cruel em que a fotografia tem um papel preponderante, num filme faz poucas incursões em exteriores e durante o dia, tornando-o ainda mais duro com os cinzentos dos quartos, a contrastar com o azul das fardas. Malik El Djebena, um jovem de origem árabe, analfabeto, de 19 anos, condenado a 6 anos de prisão, ao entrar numa das mais populosas e perigosas cadeias francesas tem contacto com o submundo do crime organizado entre reclusos e irá conhecer o jogo de rivalidades entre grupos mafiosos. Uma interpretação soberba de um jovem estreante que já deu frutos, e de quem Audiard referiu "no meu filme o herói existe para ilustrar a capacidade de resistência de um indivíduo e a sua habilidade para traçar as suas próprias regras, definir a sua própria vida”. Para esta incursão diferente numa Europa que precisa de descobrir de novo o cinema, O PROFETA, de Jaques Audiard, com Tahar Rahim, Niels Arestrup, a merecer-nos 4 écrans filme decididamente a ver. (Grande Écran 605, de 7 de Janeiro de 2010) |
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