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Notícias de Cinema, Televisão, Áudio e Multimédia Nº2159 - Quinta-feira, 2009.NOV.26 |
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5 Écrans
TETRO de Francis Ford Coppolla
O regresso do "velho" Francis Ford, com o depósito atestado de cinema... |
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Após ter feito filmes que marcaram a história do cinema como é o caso da trilogia O PADRINHO e APOCALYPSE NOW, Francis Ford Coppola, regressa à ribalta e surpreende o mundo cinéfilo com o seu filme mais recente, TETRO. TETRO, escrito, produzido e realizado por ele, e ao qual se referiu em Cannes como o mais íntimo e pessoal que alguma vez fez, fora escrito quando Francis Ford tinha 22 anos de idade, considerando-o como segundo filme da sua “segunda carreira”: mais pequeno, mais individual e alternativo, que diz ter tido muito gosto em produzi-lo, visto ter filmado com mais liberdade. O filme, uma saga de rivalidade e vingança envolvendo uma família de artistas imigrantes argentinos, que atravessará gerações. Começa com a chegada a Buenos Aires do jovem Bennie, interpretado por Alden Ehrenreich, para encontrar o seu irmão que deixou a família anos atrás e com que recusa qualquer contacto. Com a excelência que o caracteriza, Vicent Gallo protagoniza Tetro, deixou a família para um ano sabático com a intenção de escrever um livro, nunca mais voltou e vive com a sua namorada Miranda, interpretada por una notável Maribel Verdú, a justificar sem margem para dúvidas, o prémio de melhor actriz, atribuído pela Academia Cinematográfica Espanhola e entregue no Festival de San Sebastian, pela ministra da Cultura do país vizinho. Contando ainda no elenco com as presenças a destacar de Klaus Maria Brandauer e de Carmen Maura, Coppola volta aos conflitos no seio das grandes família, numa Argentina dos dias de hoje, apenas identificável pela placa luminosa dum autocarro onde se pode ler Buenos Aires, rodado quase integralmente a preto e branco, com excepção das alusões ao passado e dos sonhos, mesmo aí com uma cor trabalhada até ao detalhe. Com Vicent Gallo a encher a tela, até quando a sua presença não é visível, joga-se ao longo das duas horas do filme um jogo do gato e do rato entre os dois irmãos, de que Miranda é um mero peão, mas uma peça charneira a impelir o fluxo dramático com detalhes mínimos e fulcrais. Um olhar sobre as relações numa família que esconde segredos, guardados até ao final, como só Coppola poderia fazer, o que demonstrou de modo exemplar na saga O PADRINHO que o celebrizou. Um regresso em grande deste grande mestre da sétima arte que, agora em plena maturidade, nos deixa a pedir mais nesta que já designou como a sua “segunda carreira” e foi iniciada em 2007 com o premonitório UMA SEGUNDA JUVENTUDE. Para TETRO, de Francis Ford Coppola, assente no triângulo Vicente Gallo, Maribel Verdú e Alden Ehrenreich, 5 écrans, filme decididamente a não perder. (Grande Écran 599, de 26 de Novembro de 2009) |
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