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News |
Notícias de Cinema, Televisão, Áudio e Multimédia Nº2136 - Quinta-feira, 2009.NOV.5 |
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Faial Filmes Fest Festival de Curtas das Ilhas Cidade da Horta - 2 a 8 de Novembro
Rescaldo 01
Isabel Ruth contracena com Rui Gomes, em OS VERDES ANOS, de Paulo Rocha, primeira longa-metragem do realizador, de 1963 |
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Já com o atelier de Henrique Espírito Santo, “Como Fazer um Filme”, a decorrer desde a manhã, teve lugar na passada segunda-feira, pelas 18h30, no Cineteatro Faialense, a Abertura Oficial da 5ª edição do FAIAL FILMES FEST, com a sala praticamente cheia e um programa preenchido exclusivamente pelo documentário QUATRO PAREDES E O MUNDO, do francês Marc Weymuller, sobre o escritor picoense Dias de Melo. Depois das boas vindas aos presentes, por parte do director do festival, Luis Pereira, este referiu o filme como “a resposta a um desafio lançado na edição do ano passado”, aquando da homenagem feita a Dias de Melo, e que resultou neste belo trabalho, a busca de alguém que vem até à ilha do escritor para o encontrar tomando então conhecimento de que este se encontrava internado na ilha de São Miguel, ignorando-se quando regressaria ao Pico, onde escreveu a maior parte dos seus livros e passava todos os anos os meses de Maio a Setembro. Na ausência do seu objectivo, Dias de Melo com quem pretendia encontrar-se, Marc Weymuller filma então a Calheta de Nesquim, onde se situa a casa do escritor, entrevista amigos seus e familiares, introduz no filme trechos das suas obras lidos em voz off, intercalados com música da autoria do próprio Weymuller, constrói uma sinfonia de sons e imagens preenchida obsessivamente com o mar e a memória saudosa da baleação, constantes da vida dum homem que sonhava ser baleeiro e acabou por se conformar em ser professor, oferecendo à cultura açoriana e nomeadamente à ilha do Pico, relatos que constituem um fresco sem preço de toda uma comunidade a quem foi arrancada a principal razão de vida. Pelas 21h30, a sala voltou a registar boa afluência para a exibição do vídeo “Diário de Uma ilha que se tornou Cinema, o FFF 08 em retrospectiva”, um documento da autoria de Fausto André, evocativo da quarta edição do FAIAL FILMES FEST. Seguiu-se a sessão especial dedicada ao homenageado desta edição, Paulo Rocha, que viu exibida a sua primeira longa-metragem, OS VERDES ANOS, filme ícone do início do movimento “Novo Cinema Português”, surgido na década de 60 e que revelou não só um novo realizador como a notável actriz Isabel Ruth, para além de contar com música original da autoria de Carlos Paredes. Seguiu-se uma conversa com o público presente e Paulo Rocha, em que o realizador, em vias de concluir novo filme, evocou a memória do que terá sido a rodagem do filme e o clima que se vivia à época, nomeadamente as relações entre o cinema e a censura, a um tempo “idiota e distraída”, como fez questão de sublinhar. Na sala ao lado preparava-se o espaço musical com que concluiria este primeiro dia do festival, “Cantigas Açorianas”, por Manuel Costa, Vitor Rui Dores e “Canarinho”, que encantaram os presentes e prolongaram a noite até bem tarde, como é tradição do festival. (inserido no Grande Écran 596, de 5 de Novembro de 2009) |
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