news

2057/2009

sexta

SET.11

Redacção: António Sousa, Nuno Pedro, Raquel Silva, Isabel Santos e Falco Fernandes

FESTROIA

Festival Internacional de Cinema Setúbal

4 a 13 de Setembro

 

 

 

 

Dia 10

 

 

Depois do passeio de ontem, sob um sol aberto,

Setúbal despertou envolta em denso nevoeiro...

Depois do agradável passeio que ontem a organização proporcionou aos convidados do Festroia, sob um sol aberto que afastou a memória de uma noite tempestuosa, recheada de aguaceiros e trovoadas, Setúbal acordou, na quinta-feira 10, sétimo dia do festival, sob um denso nevoeiro que escondeu Tróia e encerrou a cidade num clima adequado a filmes fantásticos, policiais e de terror.

Mas na Sala Mário Ventura e no Auditório Municipal Charlot, o clima manteve-se bastante ameno, com os filmes das diversas secções a deliciarem os olhares cinéfilos dos participantes.

Curtas de escolas e europeias, longas das Primeiras Obras, Panorama, Independentes Norte-Americanos, Homenagem à República Checa e Secção Oficial, o “núcleo duro” de qualquer festival, proporcionaram mais uma mão cheia de imagens e sons, registando audiências variáveis, mas atentas ao bom cinema que por aqui vai passando.

Para além das repetições exibidas no auditório, a sala principal mostrou mais dois filmes da Secção Oficial, na sessão das 15, o tocante e excelente A IRMÃ DE KÁTIA, de Mike de Jong, da Holanda, assinalada no programa nos seguintes termos: “Algumas pessoas acham-na longe da realidade. A sua irmã mais velha pensa que ela é estúpida. Mas esta é apenas a primeira impressão” e que destacaremos noutro espaço, e na das 21h30, GUARDA Nº 47, de Filip Renc, da República Checa, uma verdadeira "tragédia grega", transbordante de clichés e indescritível aos olhos de quem o não viu.

Também na Sala Mário Ventura, a secção Panorama exibiu à meia-noite, VENENO CURA, de Raquel Freire, projectado a partir de suporte DVD (?!) não etalonado, num formato que transformou as personagens em autênticos paquidermes, despojando o filme do exímio cuidado plástico nele posto pela realizadora.

O "pirata mais simpático do cinema europeu" (segundo Bertolucci), mantém o seu desprezo por um filme que produziu, nada tendo feito para o enviar a festivais, recusando-se a editá-lo em DVD, apenas o enviando ao Festroia (num suporte vergonhoso) porque o festival lho pediu expressamente, sem sequer comunicar à autora a exibição do filme, no mesmo dia em que anunciou aos média para o seu Estoril Fest, Cronenberg e Binoche.

 (Grande Écran 589, de 17 de Setembro)

 

 

 

...e o Festroia fechou as sessões

na Sala Mário Ventura, com uma

projecção "esmerada", como dá para

entender por esta imagem

(note-se no canto inferior direito,

a luz do projector das legendas,

inútil no caso de um filme em português)

que se manteve ligado toda a sessão,

projectando uma faixa branca

no topo do ecrã.

BACK | EMAIL | HOME