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1983/2009

quinta

jun.11

Redacção: António Sousa, Nuno Pedro, Raquel Silva, Isabel Santos e Falco Fernandes

 

Bonnie

&

Clyde

75 anos

 

B&C e o V8, depois do tiroteio

Completaram-se no dia 23 do mês passado, 75 anos sobre a morte de Bonnie Parker e Clyde Barrow, dois dos mais célebres criminosos que a América produziu nos tempos modernos, excluindo a época da conquista do oeste, invulgarmente fértil nesse matéria.

A sua morte aconteceu de um modo terrível, numa emboscada montada pela polícia, sob o fogo de dezena de atiradores que transformaram o Ford V-8 em que se deslocavam literalmente num passador, e deixaram os corpos estraçalhados do casal abandonados na estrada.

O facto de serem de origem humilde, da época de depressão em que viveram os encaminhar para a via do crime, o amor que entre eles eclodiu e os uniu ao longo do seu trajecto, o tempo e energias consumidas pelas autoridades até lhes deitarem a mão, transformou-os num tipo muito especial de heróis, por vezes associado ao nosso Zé do Telhado.

Sobre eles, escreveram-se livros, compuseram-se canções, produziram-se musicais e fizeram-se vários filmes, de que o mais célebre foi dirigido em 1967 por Arthur Penn e  protagonizado por Warren Beatty e Faye Dunaway, detentor de 2 Oscars, outros 17 prémios e mais 22 nomeações.

Como quase sempre sucede, a realidade foi ficcionada de molde a dar uma imagem que peca pelo excesso no que toca ao “heroísmo” e por defeito na baixeza da sua condição e da sua carreira de criminosos.

Recentemente, a NPR, National Public Radio, norte-americana, difundiu uma entrevista com o biógrafo Jeff Guinn, autor do livro “The Real Story Of Bonnie And Clyde” (A Verdadeira História de Bonie e Clyde) que nos chegou através de Ana Branco e reproduziremos sem tradução, no final desta edição.

Falco Fernandes

(Plano de Abertura do Grande Écran 575 de 11 de Junho)

 

 

 

 

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