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1936/2009

quinta

abr.23

Redacção: António Sousa, Nuno Pedro, Raquel Silva, Isabel Santos e Falco Fernandes

XVI Caminhos do Cinema Português

18 a 26 de Maio - Coimbra Portugal

 

"Caminhos"

em marcha

de cruzeiro

 

Nicolau Breyner, protagonista

e realizador de CONTRATO

Decorre já em marcha de cruzeiro a grande maratona que, ano após ano, tem trazido o melhor e o pior do cinema português a Coimbra, num evento único que constitui a maior montra da nossa produção anual.

Este ano, os “Caminhos” alargaram a sua abrangência aos videoclips, uma área bastante jovem de expressão do audiovisual, o que terá já levantado algumas reservas a elementos mais puristas dos júris, mas representa a integração dum fenómeno em desenvolvimento, em corrida acelerada rumo a uma maturidade que já se vislumbra, num tempo em que nomes como Spielberg, Spike Lee, Martin Scorsese e tantos outros, por exemplo Oliveira, já o elevaram à categoria de arte.

Das curtas exibidas, muitas haveria a destacar, pelas mais diversas razões, quanto mais não seja pelas qualidades inerentes à frescura e ao espírito de descoberta prevalecentes em grande parte dos seus autores, na sua maioria jovens.

A única longa exibida no primeiro dia, foi A Ilha dos Escravos, de Francisco Manso, com Diogo Infante, Vanessa Giocomo, Milton Gonçalves, Vítor Norte e Zezé Mota, entre outros nomes de um elenco que protagonizou um drama de amor e morte que marcou a história de Cabo Verde.

No domingo, segundo dia dos “Caminhos” continuaram a desfilar as curtas no ecrã do Teatro Académico de Gil Vicente, com destaque muito especial para Lisbon Calling, de Anna da Palma, uma encomenda do canal cultural franco-alemão Arté a dez jovens realizadores, tendo-lhe cabido a década de oitenta, que abordou num trabalho de seis minutos, filmado com um telemóvel e que dedicou aos Xutos & Pontapés.

As duas longas exibidas foram o multi premiado Aquele Querido Mês de Agosto, de Miguel Gomes, e Second Life de Alexandre Cebrian Valente e Miguel Gaudêncio, na sessão das 22 horas.

Esta segunda-feira e terceira jornada do festival propõe-nos, entre outros filmes, o mais recente de Raquel Freire, Veneno Cura, de Raquel Freire, o regresso a Coimbra de uma estudante de Direito que nasceu para o cinema na “cidade do cinema” com Rasganço, passado precisamente no meio académico conimbricense.

Para amanhã, terça-feira, destaque especial para a longa-metragem Contrato, estreia na realização de Nicolau Breyner, com o próprio realizador, Pedro Lima e Cláudia Vieira, entre outros.

Falco Fernandes

(Plano de Abertura do Grande Écran 568 de 23 de Abril)

 

 

 

 

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