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Dois casais amigos, Jeff e Amy, Eric e Stacy,
decidem acompanhar o alemão de Munique, Mathias,
numa expedição que começa por ser uma visita a
antigas ruínas que não figuram em mapas turísticos e
uma amiga deste explora, orientados por um guia
maia.
Depois de deixarem um mapa aos dois amigos de
Mathias que curam a ressaca dormindo na praia, o
grupo viaja de autocarro desde o resort até um local
onde contrata um insólito táxi cujo motorista começa
por se recusar a levá-los às ruínas por ser “um
lugar mau”, mas não resiste ao apelo dos 40 dólares
que estão dispostos a pagar-lhe.
Quando os deixa próximo do destino, onde encontram
estacionado o jeep da arqueóloga, começa a caminhada
pela floresta infestada de mosquitos, uma divertida
e apaixonante aventura turística.
Depois de atravessarem uma passagem intencionalmente
dissimulada na densa selva, surge em todo o seu
esplendor uma pirâmide Maia, mas o prazer da
descoberta, transforma-se em puro terror, com o
aparecimento cavaleiros ameaçando-os numa língua
estranha que acabam matando o guia e os levam à
única fuga possível, a escalada da pirâmide, no topo
da qual estão instaladas as tendas da expedição
arqueológica, sem qualquer sinal de vida.
Depois de aparecer o corpo de uma das arqueólogas
morto nuns arbustos, começa a busca desesperada da
amiga de Mathias, no interior da escavação e as
ruínas irão revelar-lhes algo de terrível que
escondem e tornará
as suas vidas num inferno, uma luta pela mera
sobrevivência de que ninguém sabe se sairá vivo.
Quando, a dimensão da ameaça e a correcta noção do
risco se revelam, estala o clima de histeria, alguém
grita “Estamos condenados a morrer aqui?” e
Jeff, estudante de medicina e aparentemente o líder
do grupo afirma, numa tirada lapidar, “Isso não
pode acontecer, quatro americanos em férias não
podem desaparecer assim!”
Partindo de uma novela escrita e adaptada ao cinema
por
Scott Smith,
nomeado para o Óscar em 1999 pelo seu anterior e
primeiro trabalho,
Carter Smith
fez um filme plasticamente surpreendente, facto que
não será alheio ao seu passado de fotógrafo de proa,
com trabalhos publicados em títulos como o New York
Times Magazine, a Vogue ou a GQ, e a realização de
campanhas para a Lancome, Tommy Hilfiger ou Tiffany.
Tendo como base um argumento de qualidade,
rodeando-se dum excelente lote de jovens actores e
nunca perdendo as rédeas da construção do filme a
todos os níveis, o realizador chega naturalmente a
um bom resultado, dentro do muitas vezes desleixado
género thriller.
Para
AS RUÍNAS,
de
Carter Smith,
com
Jonathan Tucker, Jena Malone, Laura Ramsey, Shawn
Ashmore, Joe Anderson,
3
ecrãs, filme com interesse.
Falco Fernandes
(Grande Écran
567 de 16 de Abril) |