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1926/2009

quinta

abr.16

Redacção: António Sousa, Nuno Pedro, Raquel Silva,  Isabel Santos e Falco Fernandes

 

3 écrans

 

AS

RUÍNAS

de Carter Smith

 

Um mergulho no tempo

que se vai tornar num pesadelo

 

Dois casais amigos, Jeff e Amy, Eric e Stacy, decidem acompanhar o alemão de Munique, Mathias, numa expedição que começa por ser uma visita a antigas ruínas que não figuram em mapas turísticos e uma amiga deste explora, orientados por um guia maia.

Depois de deixarem um mapa aos dois amigos de Mathias que curam a ressaca dormindo na praia, o grupo viaja de autocarro desde o resort até um local onde contrata um insólito táxi cujo motorista começa por se recusar a levá-los às ruínas por ser “um lugar mau”, mas não resiste ao apelo dos 40 dólares que estão dispostos a pagar-lhe.

Quando os deixa próximo do destino, onde encontram estacionado o jeep da arqueóloga, começa a caminhada pela floresta infestada de mosquitos, uma divertida e apaixonante aventura turística.

Depois de atravessarem uma passagem intencionalmente dissimulada na densa selva, surge em todo o seu esplendor uma pirâmide Maia, mas o prazer da descoberta, transforma-se em puro terror, com o aparecimento cavaleiros ameaçando-os numa língua estranha que acabam matando o guia e os levam à única fuga possível, a escalada da pirâmide, no topo da qual estão instaladas as tendas da expedição arqueológica, sem qualquer sinal de vida.

Depois de aparecer o corpo de uma das arqueólogas morto nuns arbustos, começa a busca desesperada da amiga de Mathias, no interior da escavação e as ruínas irão revelar-lhes algo de terrível que escondem e tornará as suas vidas num inferno, uma luta pela mera sobrevivência de que ninguém sabe se sairá vivo.

Quando, a dimensão da ameaça e a correcta noção do risco se revelam, estala o clima de histeria, alguém grita “Estamos condenados a morrer aqui?” e Jeff, estudante de medicina e aparentemente o líder do grupo afirma, numa tirada lapidar, “Isso não pode acontecer, quatro americanos em férias não podem desaparecer assim!

Partindo de uma novela escrita e adaptada ao cinema por Scott Smith, nomeado para o Óscar em 1999 pelo seu anterior e primeiro trabalho, Carter Smith fez um filme plasticamente surpreendente, facto que não será alheio ao seu passado de fotógrafo de proa, com trabalhos publicados em títulos como o New York Times Magazine, a Vogue ou a GQ, e a realização de campanhas para a Lancome, Tommy Hilfiger ou Tiffany.

Tendo como base um argumento de qualidade, rodeando-se dum excelente lote de jovens actores e nunca perdendo as rédeas da construção do filme a todos os níveis, o realizador chega naturalmente a um bom resultado, dentro do muitas vezes desleixado género thriller.

Para AS RUÍNAS, de Carter Smith, com Jonathan Tucker, Jena Malone, Laura Ramsey, Shawn Ashmore, Joe Anderson, 3 ecrãs, filme com interesse.

Falco Fernandes

(Grande Écran 567 de 16 de Abril)

 

 

 

 

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