Tendo confirmado
que os habituais
parceiros do
festival
tencionam manter
o apoio de anos
anteriores e que
novas
instituições se
juntaram a eles,
o
Festival de
San Sebastian
trabalha agora
para juntar um
programa que
mantenha a
qualidade das
edições
passadas,
apertando o
cinto, como
aconselha o
tempo de
moderação que se
vive.
Podemos, desde
já, divulgar que
o cineasta
norte-americano
Richard
Brooks
e as
Novas
Tendências do
Cinema Francês
encabeçam as
retrospectivas
em preparação.
Backwash: the
cutting edge of
French cinema
é o título duma
retrospectiva
reflectindo os
recuos e avanços
dos filmes
franceses ao
longo dos
últimos dez
anos. "Backwash"
é um fenómeno
icónico
resultante da
força e
espectacular
peso conjunto de
duas ou mais
vagas, à medida
que se seguem os
seus caminhos em
diferentes
direcções,
chocando entre
si com
frequência,
rechaçadas pela
costa.
Ilustrando esta
comparação a
retrospectiva
proposta pelo
Festival lança
um olhar sobre
as correntes
herdadas da
nouvelle vague
dos anos 60 que
induziu o cinema
francês a
caminhar em
diferentes
direcções,
criativas e
ganhando força
num conjunto
aberto de
géneros. Não se
trata de
questionar o
passado, mas uns
cineastas
tentaram tirar
dele o maior
partido,
enquanto outros
os questionavam
radicalmente.
Integrando 40
filmes, a
retrospectiva
propõe cineastas
como Laurent
Cantet, Bruno
Dumont, Arnaud
Desplechin,
Nicolas Klotz,
Gaspar Noé,
Jacques Audiard,
Robin Campillo,
Lucile
Hadzihalilovic,
Alexandre Aja,
Christophe
Honoré ou Pascal
Laugier. Também
olharemos para a
influência dos
cineastas
anterior, no
amadurecimento
da renovação
experimentada
pelo cinema
francês de hoje,
através de
cineastas como
Olivier Assayas,
Leos Carax ou
Claire Denis.
Nascido em
Filadélfia em
1912 e falecido
em Bevrly Hill
em1992,
Richard
Brooks
não só dirigiu
alguns dos
títulos míticos
de Hollywood
como GATA EM
TELHADO DE ZINCO
QUENTE
(1958) ou
CORAÇÕES NA
PENUMBRA
(1962), como era
um crítico
analista da
política e da
sociedade
americanas do
seu tempo.
produzindo
filmes marcantes
condenando o
racismo e
sublinhando os
problemas da
educação, como
SEMENTES DE
VIOLÊNCIA
(1955), ou
reflectindo a
ideia da
imprensa como o
"quarto poder",
em A HORA DA
VINGANÇA
(1952). Membro
da chamada
"geração da
violência"
juntamente com
cineastas como
Samuel Fuller,
Robert Aldrich,
Nicholas Ray,
Richard
Fleischer e Don
Siegel, Brooks
forjou a sua
carreira com
filmes
realizados entre
1950 e 1985, a
despeito de,
enquanto autor,
lhe ter sido
muitas vezes
negado o
prestígio
desfrutado pelos
seus
companheiros de
geração. Os seus
filmes incluem
algumas das mais
requintadas
adaptações de
obras
literárias:
Truman Capote em
A SANGUE FRIO
(1967),
Tennessee
Williams em
GATA EM
TELHADO DE ZINCO
QUENTE
(1958), Joseph
Conrad em
LORD JIM
(1965), Fedor
Dostoyevsky em
OS IRMÃOS
KARAMAZOV
(1958), Elmer
Gantry em O
FALSO PROFETA
(1960), Francis
Scott Fitzgerald
em A ÚLTIMA
VEZ QUE VI PARIS
(1954), entre
outros.
Proporcionou
algumas das
melhores
interpretações a
actores como
Paul Newman,
Elizabeth
Taylor, Humphrey
Bogart, Burt
Lancaster, Peter
O’Toole, Gene
Hackman, Lee
Marvin, Glenn
Ford ou Jean
Simmons, com
quem foi casado
de 1960 a 1977.
Também dirigiu
na sua
estreia em
cinema nomes
como Sidney
Poitier em
SEMENTES DE
VIOLÊNCIA
(1955) e Richard
Gere em À
PROCURA DE MR.
GOODBAR
(1977). Também
abordou o género
western em
diversos filmes,
foi distinguido
com um Oscar
para
argumentista e
teve 3 nomeações
como realizador.