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1881/2009

quinta

mar.1

Redacção: António Sousa, Nuno Pedro, Raquel Silva,  Isabel Santos e Falco Fernandes

  

 

 

 

CESARs e

e FANTAS

 

 

 

Ai Serafina, Serafina...

algum dia te veremos?

Foram atribuídos este fim-de-semana os CESARs, prémios do cinema francês, e terminou o FANTAS, Festival de Cinema do Porto, um dos que entre nós regista mais presença de espectadores.

No que toca aos primeiros, o vencedor foi SÉRAPHINE, de Martin Provost, teve estreia comercial até agora em 4 países, incluindo a França onde até já foi lançado em DVD no passado dia 2 de Abril, ignorando-se se chegará até nós, não havendo notícia de tal na previsão de estreias do Sapo, pelo menos até Agosto.

Dos 9 Césars para que estava nomeado, o filme conquistou 7, com destaque para os de melhores actriz, Yolande Moreau, música fotografia e argumento original, deixando escapar apenas os de melhores realizador e som.

O mais directo concorrente do vencedor era MESRINE, de Jean-François Richet, com 11 nomeações, e que se ficou pelos 3 Césars, para melhores actor, Vincent Cassel, realizador e som.

Estreado já em 10 países, França incluída e com lançamento do DVD anunciado para 1 de Julho, nada se sabe sobre se estará comprado para o nosso país, não há qualquer previsão de estreia entre nós.

Quanto ao Fantasporto, entregou o seu Grande Prémio ao realizador de animação Bill Plympton, por IDIOTS AND ANGELS, que já fora distinguido no Cinanima e ainda terá menos probabilidades de estrear no nosso país, dado tratar-se de animação para adultos, o que leva as distribuidoras a recearem investir neste tipo de filmes

O Grande Prémio do Júri foi para HANSEL & GRETEL, do coreano Phil-Sung Yim, outro filme que poderá encontrar dificuldades em chegar até cá, como produção sul-coreana que é, estreado comercialmente até agora apenas em 2 países do oriente e na Inglaterra.

Em conclusão, os Césars fizeram-se e provavelmente passarão à história sem deixar marcas entre nós e o Fantasporto, à semelhança dos outros festivais que decorrem entre nós, poderá não conseguir ver estreados no nosso país qualquer dos seus dois prémios maiores.

Caso tal aconteça, talvez valha a pena reflectir sobre a utilidade do apoio financeiro à exibição de filmes menos divulgados entre nós.

(Grande Écran 562 de 1 de Março)

 

 

 

 

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