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1836/2009

segunda

fev.23

Redacção: Raquel Sofia, António Sousa, Raquel Silva, Ana Rita Madruga,  Isabel Santos e Falco Fernandes

OSCARS 2008 - 81ºs Prémios da

Academia Americana das Artes e das

Ciências Cinematográficas - 22 de Fevereiro

 

 

 

Palmarés

sem grandes surpresas

 

 

QUEM QUER SER MILIONÁRIO, o grande vencedor,

levou ao palco a maior comitiva presente nesta edição

 

Talvez o primeiro sinal de efectiva mudança na apresentação dos Oscars ao mundo, tenha surgido com a recusa de Peter Gabriel em interpretar o seu tema limitado no tempo a 65 segundos, coisa intolerável para uma prima-dona como ele, não aceitando a imposição da Academia de Hollywood em optimizar a fluir dum programa cuja audiência tem vindo a decair e cujo resultado desta nova estratégia saberemos nos próximos dias.

Já houvera um indício com a substituição do apresentador, por Hugh Jackman, actor e entertainer australiano, que revelou saber cantar, dizer piadas e conferir ao programa uma dignidade que se vinha a perder, mostrando a diferença muito clara entre o cinema nascido há mais de um século e a televisão que conta metade desta idade.

A cerimónia começou, desde logo, com novidades, atribuindo prémios grandes entre os primeiros da noite e a uma retrospectiva de actrizes secundárias galardoadas, a estatueta deste ano foi direitinha para a grande favorita, a protagonista de Elena de VICKY CRISTINA BARCELONA, de Woody Allen, Penélope Cruz que não perdeu a oportunidade de agradecer a Pedro Almodóvar que a meteu nestas andanças e dirigir umas palavras em espanhol ao povo seu país natal.

Seguiram-se os argumentos, com o Óscar de melhor original para MILK e de melhor adaptado para QUEM QUER SER BILIONÁRIO que começou aqui a sua escalada, rumo a mais uma noite gloriosa.

No que toca às animações, foram distinguidas WALL-E, de Andrew Stanton, na categoria de longa-metragem, e LA MAISON EN PETITS CUBES, de Kunio Katô, distinguido no Cinanima.

A sucessão seguinte foi para categorias técnicas, como a direcção artística e o cabeleireiro que couberam a O ESTRANHO CASO DE BENJAMIN BUTTON e o guarda-roupa que foi para A DUQUESA.

Depois de uma peça plena de humor sobre os filmes de 2008, retomaram-se os prémios de primeira grandeza, com a entrega do Óscar de melhor fotografia a QUEM QUER SER BILIONÁRIO, seguindo-se uma montagem com imagens de efeitos especiais que a TVI, com a sua proverbial habilidade fez a fineza de interromper para mais um cheirinho de publicidade, como se não bastassem os habituais apresentadores multiplicando-se em vacuidades e falando em cima de laureados e apresentadores.

A novo sketch, desta vez uma divertida passagem em revista dos filmes de 2008, seguiram-se as entregas dos Oscars de melhor actor secundário a Heath Ledger, de documentário de longa-metragem a HOMEM NO ARAME de James Marsh e de curta-metragem a SMILE PINK de Megan Mylan.

Após uma retrospectiva de filmes de acção, foi entregue o prémio de efeitos especiais a O ESTRANHO CASO DE BENJAMIN BUTTON que assim encerrava as chamadas ao palco, quedando-se por 3 dos 13 Oscars para que fora nomeado.

Pelo contrário, QUEM QUER SER BILIONÁRIO, continuou a averbar prémios, logo a seguir com a mistura sonora e a montagem, cabendo o de montagem sonora a THE DARK KNIGHT – O CAVALEIRO DAS TREVAS.

Já na recta final, o espectáculo prosseguiu com um medley de bandas sonoras e as entregas das estatuetas de melhor banda sonora original a QUEM QUER SER MILIONÁRIO e de melhor canção a Jai-HO, do mesmo filme.

À entrega do galardão a melhor filme em língua estrangeira que coube a DEPARTURES, de Yojiro Takita, sucedeu a tradicional evocação dos desaparecidos em 2008 e chegou-se enfim aos quatro derradeiros e mais importantes galardões da edição.

O melhor realizador foi Danny Boyle, a melhor actriz principal foi Kate Winslet, por O LEITOR, que agradeceu com uma intervenção bastante emocionada, como é seu timbre, e o melhor actor principal foi Sean Penn, por MILK, que produziu a intervenção mais política da noite.

Restava o melhor filme, cujo Oscar foi entregue ao grande favorito QUEM QUER SER BILIONÁRIO que reuniu no palco a maior delegação e fez a grande festa desta edição, para além de levar para casa 7 dos 10 Oscars para que estava nomeado.

 

 

 

 

 

 

Kate Winslet,a magnífica Hanna de O LEITOR,

exultou, no momento de receber o OSCAR

pata melhor actriz principal, originando um dos

momentos em que o nível emocional

da cerimónia subiu mais alto

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sean Penn,o político Harvey Milk no

filme de Gus Van Sant, MILK,

fez o discurso mais político da noite dos OSCARs,

para além de se solidarizar com o "regressado" Mickey Rourke

 

 

 

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