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Enquanto que os
BAFTAS não trouxeram grandes
surpresas em relação às expectativas, especialmente
tendo em conta os resultados dos
Globos de Ouro e as perspectivas para
os
OSCARS, os
GOYAS distinguiram com ampla margem o
filme CAMINO,
de Javier Fesser,
alvo de viva controvérsia em
San Sebastián.
“Obra
destinada a criar polémica, em particular junto dos
meios católicos mais conservadores,...”
foi como José Mário Bastos viu o filme,
acrescentando “…é uma produção já de certa
envergadura, embora integre cenas perfeitamente
dispensáveis como as das intervenções cirúrgicas a
que a protagonista é sujeita. Não nos parece que
fosse necessário sublinhar dessa forma o sofrimento
como um dom de Deus.”
Alguma razão teria, porque o filme em competição no
festival basco, não recebeu qualquer prémio oficial,
desconhecendo-se se foi distinguido por algum júri
particular, uma vez que esses palmarés nunca
chegaram a ser postos on-line.
O certo é que se a intenção era criar polémica,
conseguiu-o plenamente, com a quantidade de prémios
alcançados nos
GOYA,
a que a Isabel Santos se referirá mais adiante nesta
edição.
Para já e segundo o Sapo, o filme não tem estreia
anunciada para o nosso país até Agosto, inclusive,
enquanto no IMDb, apenas figura a estreia em Espanha
e as passagens em San Sebastián e no Mercado Europeu
do Filme, em Berlim.
De qualquer modo, convém estar atento, porque nestas
e noutras andanças do cinema, nunca se sabe e seria
interessante ver o filme.
Falco Fernandes
(Plano de Abertura do
Grande Écran
559 de 12 de Fevereiro) |