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1659/2008

sexta

set.26

Redacção: Raquel Sofia, António Sousa, Raquel Silva, Ana Rita Madruga,  Isabel Santos e Falco Fernandes

 

 

 

 

Morreu

Paul Newman

 

 

CAMINHO PARA A PERDIÇÃO,

de Sam Mendes, ao lado de Tom Hanks

 

O actor Paul Newman, figura lendária de Hollywood que morreu hoje com 83 anos, será tão recordado pelos seus olhos azuis, porventura os mais famosos do cinema norte-americano, como pela sua brilhante carreira.

Eterno aspirante a Óscares, obteve três, dois honorários e um pelo seu desempenho no filme A COR DO DINHEIRO, com 61 anos e já com uma longa carreira atrás de si, após sete nomeações por GATA EM TELHADO DE ZINCO QUENTE (1958), A VIDA É UM JOGO (1961), HUD – O MAIS SELVAGEM ENTRE MIL (1963), O PRESIDIÁRIO (1967), RAQUEL, RAQUEL (1968), AUSÊNCIA DE MALÍCIA (1981) e O VEREDICTO (1982).

"É como cortejar uma mulher durante 80 anos", disse o actor ao receber o prémio, a que se seguiram outras duas nomeações, por VIDAS SIMPLES (1994) e CAMINHO PARA PERDIÇÃO (2002), a sua despedida do cinema pela porta grande, num supremo duelo interpretativo com Tom Hanks.

Nascido a 26 de Janeiro de 1925 em Shaker Heights (Ohio), o jovem Newman, depois de prestar serviço militar na Marinha durante a Segunda Guerra Mundial, como operador de rádio, lançou-se na carreira de actor após frequentar o Actor's Studio, em Nova York.

Começou no cinema com o filme O CÁLICE DE PRATA (1954), uma película tão má que quando se estreou na televisão, Newman publicou um anúncio nos jornais com um pedido de desculpas.

Foi a sua interpretação do papel do pugilista Rocky Graziano, inicialmente destinado a James Dean, no filme MARCADO PELO ÓDIO (1956), realizado por Robert Wise, que chamou a atenção da crítica e dos produtores que viram nela a próxima estrela de Holywood.

A confirmação surgiria dois anos mais tarde, com GATA EM TELHADO DE ZINCO QUENTE, uma adaptação suavizada de um texto de Tennessee Williams, em que fez um inesquecível e belíssimo par com Elizabeth Taylor.

Dirigiu RAQUEL, RAQUEL que recebeu nomeações para melhor filme e melhor actriz, pelo desempenho da sua mulher Joanne Woodward, SOMETIMES A GREAT NOTION (1971) e O EFEITO DOS RAIOS GAMA NAS MARGARIDAS DO CAMPO (1972).

Com o avançar da idade, passou a apostar em participações em filmes de realizadores consagrados, como Sidney Pollack, em AUSÊNCIA DE MALÍCIA, ou Sidney Lumet, em O VEREDICTO.

Mas a retina cinéfila reterá como marco indelével sobretudo a sua participação em CAMINHO PARA PERDIÇÃO, no papel de John Rooney, chefe da máfia irlandesa na Chicago dos anos 30, que se debate entre a defesa do filho biológico e o seu amor por Nichael Sullivan, entregue a Tom Hanks, órfão que criou e tratou como se fosse seu.

In lusa

(Difundido no Grande Écran 540 de 2 de Outubro)

 

 

 

 

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