news

1646/2008

quinta

set.18

Redacção: Raquel Sofia, António Sousa, Raquel Silva, Ana Rita Madruga,  Isabel Santos e Falco Fernandes

 

 

 

 

 

O centenário

de Oliveira

 

 

Na Casa de Serralves,

celebra-se Oliveira

 

A Cinemateca Portuguesa irá exibir em Lisboa, a partir de 17 Outubro e até ao final do ano, toda a obra cinematográfica do realizador Manoel de Oliveira, num ciclo integrado nas celebrações dos cem anos do cineasta.

O ciclo irá chamar-se "2008 - Os cem anos de Manoel de Oliveira" e incluirá todos os filmes realizados pelo mais velho realizador de cinema ainda em actividade, disse à Lusa fonte da Cinemateca.

Da retrospectiva integral farão parte cerca de meia centena de filmes entre ficção e não-ficção, rodados ao longo de 77 anos, desde "Douro, Faina Fluvial", uma curta-metragem documental de 1931 sobre a vida nas margens do rio Douro, até "Cristóvão Colombo - o Enigma", estreado em Janeiro deste ano.

 "Aniki Bobó" (1942), primeiro filme de ficção, considerado hoje uma das suas obras-primas, a curta-metragem "O Pintor e a Cidade" (1956), o seu primeiro filme a cores, e "acto dE Primavera" (1962), filme pelo qual Manoel de Oliveira foi detido pela PIDE, não deverão faltar nesta retrospectiva.

 Haverá ainda a "tetralogia dos amores frustrados", com "O Passado e o Presente" (1971), "Benilde ou a Virgem Mãe" (1975), "Amor de Perdição" (1978) e "Francisca" (1981), ou os filmes sobre a identidade portuguesa como "Non, ou a Vã Glória de Mandar" (1990) e "Quinto Império - Ontem como hoje" (2004).

São sete décadas de filmografia que acompanham a história do cinema - desde os tempos dos filmes mudo -, e de Portugal, do Estado Novo à democracia.

Os cem anos de Manoel de Oliveira, que se assinalam a 11 de Dezembro, têm sido celebrados em Portugal e no estrangeiro com várias iniciativas.

Oliveira, que se prepara para rodar um novo filme ("Singularidades de uma rapariga loura"), recebeu este ano a Palma de Ouro de Honra no Festival de Cinema de Cannes, em França, a medalha de ouro de Belas Artes do governo espanhol, um doutoramento honoris causa da Universidade do Algarve e foi eleito membro honorário da Academia de Ciências de Lisboa.

No festival de Veneza, que termina este fim-de-semana, Manoel de Oliveira mostrou a curta-metragem "Do visível ao invisível", de 2005, e estreou esta semana nas salas francesas o filme "Cristóvão Colombo - O enigma".

O Museu de Arte Contemporânea de Serralves, no Porto, tem patente uma exposição dedicada ao realizador e acolhe em Outubro um seminário intitulado "Manoel de Oliveira: O moderno paradoxal".

Também no início de Outubro, Manoel de Oliveira deverá rumar à Cidade do México para ser homenageado no I Congresso da Cultura Iberoamericana.

Com uma energia invejável para quem está à beira dos cem anos, Manoel de Oliveira disse numa entrevista recente que só descansa verdadeiramente quando está a realizar um filme.

(fonte LUSA)

(Difundido no Grande Écran 538 de 18 de Setembro)

 

 

 

 

BACK | EMAIL | HOME