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1641/2008

quinta

set.11

Redacção: Raquel Sofia, António Sousa, Raquel Silva, Ana Rita Madruga,  Isabel Santos e Falco Fernandes

 

 

 

 

Balanço

de Veneza

 

 

THE WRESTLER, de Darren Aronofsky,

"Leão de Ouro" do Festival de Veneza

 

Com a cerimónia de atribuição dos prémios, terminou no passado Sábado a 65ª Mostra Internacional de Arte Cinematográfica, mais conhecida como Festival de Cinema de Veneza, cujo Júri Oficial, presidido por Wim Wenders e integrando nomes como a actriz Valeria Golino e os realizadores Lucrecia Martel e John Landis distinguiu com o grande prémio “Leão de Ouro”, o filme THE WRESTLER, de Darren Aronofsky.

O nosso país esteve representado pelas presenças de Paulo Branco, como co-produtor do filme NOITE DE CÃO, de Werner Schroeter, na secção competitiva, Manoel de Oliveira, com a curta DO VISÍVEL AO INVISÍVEL, na secção oficial não competitiva, e Joaquim de Almeida, intérprete de THE BURNING PLAIN, de Guillermo Arriaga, na secção oficial em competição.

A merecerem destaque, o “Leão de Prata” para melhor realização entregue ao russo Aleksey German Jr., por SOLDADO DE PAPEL, o “Prémio Especial do Júri” e o “Osella” para melhor argumento, atribuídos a TEZA, do etíope Haile Gerima que esteve por duas vezes no Festival da Figueira da Foz, onde recebeu um “Grande Prémio” com A COLHEITA DOS TRÊS MIL ANOS, de 1975.

Uma última referência ao “Leão Especial” para o conjunto da obra, concedido a Werner Schroeter, pelo que uma forma muito ínvia, não saímos de Veneza “de mãos a abanar” e Paulo Branco, apesar de tudo o que se possa pensar ou dizer dele, continua a saber da poda o suficiente para investir em valores seguros.

Finalmente, o júri do prémio “Luigi De Laurentis” para a Melhor Primeira Obra, presidido por Abdellatif Kechiche, distinguiu o filme PRANZO DI FERRAGOSTO, de Gianni Di Gregorio.

Falco Fernandes

(Plano de Abertura do Grande Écran 537 de 11 de Setembro)

 

 

 

 

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