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Com a cerimónia de atribuição dos prémios, terminou
no passado Sábado a
65ª
Mostra Internacional de Arte Cinematográfica,
mais conhecida como
Festival de Cinema de Veneza, cujo Júri
Oficial, presidido por
Wim
Wenders e integrando nomes como a actriz
Valeria Golino e os realizadores
Lucrecia Martel e
John
Landis distinguiu com o grande prémio “Leão
de Ouro”, o filme
THE
WRESTLER, de
Darren
Aronofsky.
O nosso país esteve representado pelas presenças de
Paulo Branco, como co-produtor do filme
NOITE DE CÃO, de
Werner
Schroeter, na secção competitiva,
Manoel
de Oliveira, com a curta
DO
VISÍVEL AO INVISÍVEL, na secção oficial
não competitiva, e
Joaquim de Almeida, intérprete de
THE
BURNING PLAIN, de
Guillermo Arriaga, na secção oficial em
competição.
A merecerem destaque, o “Leão de Prata” para
melhor realização entregue ao russo
Aleksey German Jr., por
SOLDADO DE PAPEL, o “Prémio Especial
do Júri” e o “Osella” para melhor
argumento, atribuídos a
TEZA,
do etíope
Haile
Gerima que esteve por duas vezes no
Festival da Figueira da Foz, onde recebeu um “Grande
Prémio” com
A
COLHEITA DOS TRÊS MIL ANOS, de 1975.
Uma última referência ao “Leão Especial” para
o conjunto da obra, concedido a
Werner
Schroeter, pelo que uma forma muito ínvia,
não saímos de Veneza “de mãos a abanar” e
Paulo
Branco, apesar de tudo o que se possa pensar
ou dizer dele, continua a saber da poda o suficiente
para investir em valores seguros.
Finalmente, o júri do prémio “Luigi De Laurentis”
para a Melhor Primeira Obra, presidido por
Abdellatif Kechiche, distinguiu o filme
PRANZO DI FERRAGOSTO, de
Gianni
Di Gregorio.
Falco
Fernandes
(Plano de Abertura do
Grande Écran
537 de 11 de Setembro) |