|
Como é hábito, o nosso país despertou tarde para o
centenário de
Manoel
de Oliveira, o realizador em actividade mais
velho em todo o mundo do cinema, tendo início as
manifestações e homenagens, quando já tinham
começado lá por fora há algum tempo.
Dum extremo, passou-se a outro e um pouco por todo o
lado,
Oliveira tem estado a ser e irá continuar a ser
alvo de eventos que visam destacar a sua obra e a
energia que parece não lhe faltar, ostentando-a em
doses bem maiores, do que as gerações dos nossos
dias.
A Cinemateca Portuguesa irá exibir uma integral da
sua obra, oportunidade não só para rever em cinema
preciosidades como
DOURO, FAINA FLUVIAL ou
ANIKI
BOBÓ, mas também as curtas que apenas
tivemos oportunidade de ver anos atrás em Vila do
Conde e recomendamos vivamente a todos os cinéfilos.
O programa decorre entre 17 de Outubro e o início de
Dezembro, abrindo precisamente às 21.30, com a
projecção das curtas
DOURO, FAINA FLUVIAL de 1931,
HULHA BRANCA de 1932 e
PORTUGAL JÁ FAZ AUTOMÓVEIS de 1938, a
que se seguirá a primeira longa do realizador,
ANIKI BOBÓ de 1942.
A Cinemateca publicará um catálogo coordenado por
Bénard da Costa, organizará uma exposição no Espaço
dos 39 Degraus e exibirá na Sala 6x2 o filme
INTROMISSÕES, de
Rita
Azevedo Gomes, sobre
Manoel
de Oliveira.
Falco
Fernandes
(Plano de Abertura do
Grande Écran
539 de 25 de Setembro) |