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1635/2008

quinta

set.25

Redacção: Raquel Sofia, António Sousa, Raquel Silva, Ana Rita Madruga,  Isabel Santos e Falco Fernandes

 

 

 

Centenário

de Manoel

de Oliveira

 

Em 2006, então "apenas" com 97 anos,

Oliveira apresentava-se assim em San Sebastián...

 

Como é hábito, o nosso país despertou tarde para o centenário de Manoel de Oliveira, o realizador em actividade mais velho em todo o mundo do cinema, tendo início as manifestações e homenagens, quando já tinham começado lá por fora há algum tempo.

Dum extremo, passou-se a outro e um pouco por todo o lado, Oliveira tem estado a ser e irá continuar a ser alvo de eventos que visam destacar a sua obra e a energia que parece não lhe faltar, ostentando-a em doses bem maiores, do que as gerações dos nossos dias.

A Cinemateca Portuguesa irá exibir uma integral da sua obra, oportunidade não só para rever em cinema preciosidades como DOURO, FAINA FLUVIAL ou ANIKI BOBÓ, mas também as curtas que apenas tivemos oportunidade de ver anos atrás em Vila do Conde e recomendamos vivamente a todos os cinéfilos.

O programa decorre entre 17 de Outubro e o início de Dezembro, abrindo precisamente às 21.30, com a projecção das curtas DOURO, FAINA FLUVIAL de 1931, HULHA BRANCA de 1932 e PORTUGAL JÁ FAZ AUTOMÓVEIS de 1938, a que se seguirá a primeira longa do realizador, ANIKI BOBÓ de 1942.

A Cinemateca publicará um catálogo coordenado por Bénard da Costa, organizará uma exposição no Espaço dos 39 Degraus e exibirá na Sala 6x2 o filme INTROMISSÕES, de Rita Azevedo Gomes, sobre Manoel de Oliveira.

Falco Fernandes

(Plano de Abertura do Grande Écran 539 de 25 de Setembro)

 

 

 

 

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