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1634/2008

quinta

set.18

Redacção: Raquel Sofia, António Sousa, Raquel Silva, Ana Rita Madruga,  Isabel Santos e Falco Fernandes

 

 

 

 

A "paixão"

Donostiarra

 

Reloj Berri, em pleno Boulevard e a escassos metros

do Cinema Principal, local de referência para um drink

entre dois filmes ou um substancial pequeno almoço,

servido com a característica simpatia basca

(foto JMB)

 

Já nos foi colocada a questão, por mais do que uma vez, acerca do nosso interesse, considerado excessivo por alguns, em relação ao Festival de Cinema de San Sebastián, ou de Donostia, se usarmos o termo basco.

Acontece que se trata do festival de classe “A” mais próximo de nós, cremos mesmo que é o único na península Ibérica, o que o coloca a par dos grandes festivais mundiais, como Cannes, Berlim e Veneza, onde o acesso é bem mais difícil, dada a distância e as despesas.

Mas para além disso, trata-se de um excelente festival de cinema, enriquecido pela cinefilia do país vizinho e pelo caloroso acolhimento da Organização, sem o mínimo prejuízo da elevada dose de profissionalismo com que é organizado.

E não adianta falar dos elevados meios financeiros, do volume de apoios dos mais diversos tipos de que dispõem, porque, conhecendo nós este pequeno país em que vivemos e a maior parte dos seus festivais, estamos seguros de que jamais esses meios teriam tão boa aplicação.

O Donostia Zinemaldia investe na presença de bom cinema, bem legendado, no aluguer de boas salas, nos convidados de primeira grandeza, no acolhimento da imprensa, em tudo o que faz do festival aquilo que ele é e, ano após ano, arrasta dezenas de convidados, centenas de jornalistas e milhares, muitos milhares de espectadores, até à estância basca situada na bela baía da Concha.

Razões de diversa ordem, têm-nos mantidos afastados da ida física a San Sebastián, acompanhar o seu festival e fazer a sua cobertura para o auditório do Grande Écran, mas esperamos retomar essa prática no próximo ano.

E como o festival não deixa quebrar laços estabelecidos, envia-nos dezenas de comunicados de tudo o que lá se passa, tendo mesmo criado este ano uma “Virtual Press Box”, onde poderemos aceder a toda a informação, inclusive material de áudio e vídeo, que aproveitaremos para acompanhar à distância o 56º Festival Internacional de Cinema de San Sebastián.

Falco Fernandes

(Plano de Abertura do Grande Écran 538 de 18 de Setembro)

N.R.: No fecho da emissão 538 do programa, recebemos a oferta de colaboração para a cobertura do Festival de San Sebastián, por parte de José Mário Bastos, crítico de cinema e amigo de longa data que connosco já colaborou, em anteriores edições do Festival.

Oportunidade irrecusável, garante-nos a presença física na festa de cinema basca, pelo que aqui ficam desde já os agradecimentos da FM-Media e do Grande Écran a José Mário Bastos e a informação ao auditório.

 

 

 

 

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