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Desde os primórdios do cinema, sucederam-se as
experiências para tornar mais real a aventura das
imagens em movimento que, desde o seu nascimento
causaram reacções surpreendentes nos espectadores,
como fazer desmaiar as damas que assistiam à
ENTRADA DE UM COMBÓIO NA GARE DE LA CIOTAT,
dos
Lumière.
Nascido a preto e branco, mudo, limitado no tempo de
projecção e de imagens tremeluzentes, devido ao
ritmo de projecção de 18 imagens por segundo, o
cinema passou rapidamente a 24 imagens por segundo,
acabando com a cintilação, os filmes depressa
cresceram em tempo de projecção e filmagem, ganhou
som e cor, mas não bastava e as experiências
foram-se sucedendo, com maior ou menor sucesso.
Écran gigante e panorâmico, cinema com cheiro,
sensação física dum abalo sísmico com frequências
subsónicas e, claro está, o cinema “em relevo” ou
cinema 3D, em que se multiplicaram os sistemas, sem
que nenhum deles tivesse vingado em pleno.
Desde os óculos com um acetato verde ou azul e outro
vermelho até aos modernos polaróide, tratava-se de
projectar duas imagens em simultâneo, cada uma
correspondente à visão de cada um dos olhos, o que
parece finalmente ter sido facilitado com a
projecção digital, apenas escasseando as salas
equipadas com esse sistema.
Ora
a partir desta semana, os espectadores portugueses
vão poder desfrutar da possibilidade de ver
VIAGEM AO CENTRO DA TERRA que será
projectado em 3D, nas salas equipadas para tal.
Fica o aviso e os nossos votos de bom divertimento.
Falco
Fernandes
(Plano de Abertura do
Grande Écran
535 de 28 de Agosto) |