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É
curiosa a relativa apatia com que é acolhida a
chegada ao circuito comercial da quase totalidade
dos filmes portugueses, perante a aceitação que o
cinema português tem nos festivais internacionais,
distribuídos por todo o mundo.
Desde logo e no
65º
Festival de Veneza, um dos três
“grandes” europeus, programado para decorrer de 27
de Agosto a 6 de Setembro, se anuncia a curta
DO VISÍVEL AO INVISÍVEL, de
Manoel
de Oliveira, na secção oficial não
competitiva, para além das presenças de
Paulo
Branco, como produtor de
NUIT
DE CHIEN, de
Werner Schroeter, e de
Joaquim de Almeida, como actor de
THE
BURNING PLAIN, de
Guillermo Arriaga, ambos na secção oficial
competitiva.
Para
o
World Film Festival, de Montreal,
Canadá, que decorre desde dia 21 e até 1 de
Setembro, foi seleccionado
CALL
GIRL, de
António-Pedro Vasconcelos, na secção “Focus
on World Cinema”.
De
26 de Setembro a 12 de Outubro, tem lugar o
46º
Festival de Cinema de Nova Iorque, em
que participará
A
CORTE DO NORTE, de
João
Botelho, rodado em sistema digital e que
será o primeiro filme português a ser exibido
comercialmente no sistema 2k, tendo já estreia
marcada para a primeira quinzena de Novembro.
Resta esperar os ecos que chegarão lá de fora,
porquanto em termos de resultados dentro de portas
nem é preciso esperar muito, para imaginar o
panorama.
Falco
Fernandes
(Plano de Abertura do
Grande Écran
534 de 21 de Agosto) |