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1625/2008

quinta

ago.21

Redacção: Raquel Sofia, António Sousa, Raquel Silva, Ana Rita Madruga,  Isabel Santos e Falco Fernandes

 

 

 

 

 

Espectador

português

e o cinema

 

 

É curiosa a relativa apatia com que é acolhida a chegada ao circuito comercial da quase totalidade dos filmes portugueses, perante a aceitação que o cinema português tem nos festivais internacionais, distribuídos por todo o mundo.

Desde logo e no 65º Festival de Veneza, um dos três “grandes” europeus, programado para decorrer de 27 de Agosto a 6 de Setembro, se anuncia a curta DO VISÍVEL AO INVISÍVEL, de Manoel de Oliveira, na secção oficial não competitiva, para além das presenças de Paulo Branco, como produtor de NUIT DE CHIEN, de Werner Schroeter, e de Joaquim de Almeida, como actor de THE BURNING PLAIN, de Guillermo Arriaga, ambos na secção oficial competitiva.

Para o World Film Festival, de Montreal, Canadá, que decorre desde dia 21 e até 1 de Setembro, foi seleccionado CALL GIRL, de António-Pedro Vasconcelos, na secção “Focus on World Cinema”.

De 26 de Setembro a 12 de Outubro, tem lugar o 46º Festival de Cinema de Nova Iorque, em que participará A CORTE DO NORTE, de João Botelho, rodado em sistema digital e que será o primeiro filme português a ser exibido comercialmente no sistema 2k, tendo já estreia marcada para a primeira quinzena de Novembro.

Resta esperar os ecos que chegarão lá de fora, porquanto em termos de resultados dentro de portas nem é preciso esperar muito, para imaginar o panorama.

Falco Fernandes

(Plano de Abertura do Grande Écran 534 de 21 de Agosto)

 

 

 

 

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