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1607/2008

quinta

set.4

Redacção: Raquel Sofia, António Sousa, Raquel Silva, Ana Rita Madruga,  Isabel Santos e Falco Fernandes

 

3 écrans

 

 

PEQUENO

GRANDE DAVE

de Brian Robbins

 

 

Os dois "Daves", o pequeno alienígena

e a grande nave espacial

 

Não lembra ao demónio enviar alienígenas à Terra, numa nave com a forma de um ser humano, mas o certo é que tal ideia obtusa ocorreu à dupla de argumentistas Rob Greenberg e Bill Corbett, o realizador Brian Robbins assumiu o ónus de dirigir o filme e a escolha para protagonizar esta comédia dita de ficção científica recaiu sobre Eddie Murphy que já provou ser capaz de representar tudo, mesmo dar voz a ao burro da série SHREK ou representar diversas personagens num filme, como sucedeu nos filmes da série O PROFESSOR CHANFRADO.

Pois aqui ele também representa dois papéis, mas aquele que nos interessa é o de um veículo espacial que viaja até ao nosso planeta, albergando no seu interior uma multidão de pequenos extraterrestres, em busca de salvação para o seu planeta, missão que vai encontrar sérias dificuldades para ser levada a bom termo.

Desde logo, porque a criatura robotizada tem de aprender a comportar-se como um ser humano normal, após uma aterragem fulgurante e de cabeça para baixo, na ilha onde está erigida a Estátua da Liberdade e onde começa a sua aprendizagem.

Depois, porque aquilo que lhe é absolutamente inócuo, como ser atropelado por um jeep, voar pelos ares e aterrar umas largas dezenas de metros adiante numa rua de Nova Iorque, sentando-se de imediato, sem a mínima beliscadura, deixa quem assiste ao incidente num estado de perplexidade perfeitamente compreensível, sucedendo-se o episódios do género, como é fácil adivinhar,

Finalmente e esse é o cerne da questão, porque a nossa nave espacial em forma humana, corporizada por Eddie Murphy, estabelece contacto imediato do terceiro grau com a belíssima terráquea Gina Morrison, interpretada por Elizabeth Banks, complicando a seriedade da missão daí para diante, o que deixa os tripulantes no interior da nave, em grande ansiedade, sem saberem como lidar com uma situação que não havia sido prevista.

Actos simples, como beber um copo de água ou ouvir música com auscultadores, viram autênticas catástrofes no interior da nave e por vezes fora dela, e quando Gina se apresenta, perguntando-lhe como se chama, os tripulantes escolhem a bela combinação de nomes Ming Cheng, a que acrescentam de imediato Dave.

Temos então Dave Ming Cheng, o nome humano de uma nave espacial corporizada por Eddie Murphy, à solta por Nova Iorque, feita uma primeira amizade com Gina e o seu filho Josh, enquanto a polícia procura algo de estranho caído do espaço, no rochedo da Estátua da Liberdade.

Mas os problemas mais sérios começam a acontecer no interior da nave com as descobertas que fazem acerca dos habitantes da Terra, surpresas que os vão conquistando e perturbando irremediavelmente o relacionamento entre os membros da tripulação, começando pelo Capitão que, no interior da nave, se deixa seduzir pelo jogo entre Gina e Dave, desencadeando uma rebelião a bordo.

Puro divertimento, um completo non-sense de fio a pavio, estamos no Verão e com o tempo que tem feito, para PEQUENO GRANDE DAVE, de Brian Robbins, com Eddie Murphy, Elizabeth Banks e o pequeno Austyn Myers que se estreia no cinema no papel de Josh, 3 écrans, filme com interesse.

Falco Fernandes

(Difundido no Grande Écran 536 de 4 de Setembro)

 

 

 

 

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