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Nascido em inícios da década de 70 e dominando os
tops entre meados da década e o princípio dos anos
80, o fenómeno
ABBA
foi um conjunto pop sueco, constituído por
Agnetha,
Björn,
Benny e
Anni-Frid, cujas iniciais deram origem ao
nome ao grupo.
Os
números apontavam para 360 milhões de discos
vendidos até Abril de 1999, altura em que estreou o
musical “Mamma Mia!” que já
ultrapassou os 35 milhões de espectadores e se
baseou no livro de
Catherine Johnson que agora escreveu
a adaptação ao cinema.
Primeiro filme de
Phyllida Lloyd, uma directora teatral
especializada em ópera,
MAMMA
MIA! teve a sua estreia em finais de
Junho, em Londres, sendo o nosso país o 39º a
exibi-lo, quando já fez mais de 104 milhões de
dólares nos Estados Unidos e de 39 milhões de libras
na Grã-Bretanha, partindo de um orçamento estimado
em 52 milhões de dólares.
Servido por um cast de luxo, de que fazem parte
nomes como
Meryl
Streep,
Pierce
Brosnan e
Stellan Skarsgård, mas acima de tudo pelas
excelentes canções dos
ABBA,
o filme é marcado sobretudo pela música, pelo humor
e pela coreografia, cuidados até ao mais ínfimo
detalhe por quem sabe do assunto, rodado em locais
como Laguna Beach e, sobretudo, a Grécia, onde é
suposta decorrer toda a acção.
Como
convém ao género, o tema é de uma grande
simplicidade: Sophie/Amanda
Seyfried, filha de Donna/Meryl
Streep, vai-se casar com Sky e quer que o
pai a acompanhe ao altar, mas nas suas pesquisas,
acaba descobrindo que a mãe namorou sucessivamente 3
homens e decide convidar todos para a ilha onde
vivem.
É
assim que Sam/Pierce
Brosnan, Bill/Stellan
Skarsgård e Harry/Colin
Firth chegam juntos à ilha, sem saber ao que
vão e na mais completa ignorância por parte de Donna
que, ao descobri-los, parece ter visto um demónio
tricéfalo, tentando correr com eles.
Mas
a determinação da filha vence, a jovem está
convencida de que identificará o verdadeiro pai e
suceder-se-ão os conflitos entre Sophie e a mãe,
entre esta e os três pretendentes a pais da garota,
cuja missão parece cada vez mais complicada.
Mas
MAMMA
MIA! é uma comédia românica em forma de
musical, assente num magnífico conjunto de canções
que tem tudo menos depressões e, resolvidos todos os
conflitos, numa caminhada tortuosa e recheada de
aspectos hilariantes, o filme teria de acabar bem,
com o amor a triunfar sobre tudo o resto,
independentemente da forma assumida ou do atraso com
que se cumpre.
Resta fazer uma referência muito especial às duas
companheiras de Donna ao longo deste trajecto, Rosie/Julie
Walters e Tanya/Christine
Baranski que com ela cantam grande parte dos
temas, e às duas amigas de Sophie, Lisa/Rachel
McDowall e Ali/Ashley
Lilley, quatro peças fundamentais deste
musical filmado.
Quanto mais não seja pela recriação da obra dos ABBA
e pelo divertimento que representa, para
MAMMA
MIA!, de
Phyllida Lloyd, com
Meryl
Streep,
Pierce
Brosnan,
Amanda
Seyfried e
Stellan Skarsgård, 4 écrans, filme
decididamente a ver.
Falco Fernandes
(Difundido no
Grande Écran
536 de 4 de Setembro) |