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1606/2008

quinta

set.4

Redacção: Raquel Sofia, António Sousa, Raquel Silva, Ana Rita Madruga,  Isabel Santos e Falco Fernandes

 

4 écrans

 

MAMMA

MIA!

de Phyllida Lloyd

 

Os três candidatos a pai,

no primeiro encontro com Sophie

 

Nascido em inícios da década de 70 e dominando os tops entre meados da década e o princípio dos anos 80, o fenómeno ABBA foi um conjunto pop sueco, constituído por Agnetha, Björn, Benny e Anni-Frid, cujas iniciais deram origem ao nome ao grupo.

Os números apontavam para 360 milhões de discos vendidos até Abril de 1999, altura em que estreou o musical “Mamma Mia!” que já ultrapassou os 35 milhões de espectadores e se baseou no livro de Catherine Johnson que agora escreveu a adaptação ao cinema.

Primeiro filme de Phyllida Lloyd, uma directora teatral especializada em ópera, MAMMA MIA! teve a sua estreia em finais de Junho, em Londres, sendo o nosso país o 39º a exibi-lo, quando já fez mais de 104 milhões de dólares nos Estados Unidos e de 39 milhões de libras na Grã-Bretanha, partindo de um orçamento estimado em 52 milhões de dólares.

Servido por um cast de luxo, de que fazem parte nomes como Meryl Streep, Pierce Brosnan e Stellan Skarsgård, mas acima de tudo pelas excelentes canções dos ABBA, o filme é marcado sobretudo pela música, pelo humor e pela coreografia, cuidados até ao mais ínfimo detalhe por quem sabe do assunto, rodado em locais como Laguna Beach e, sobretudo, a Grécia, onde é suposta decorrer toda a acção.

Como convém ao género, o tema é de uma grande simplicidade: Sophie/Amanda Seyfried, filha de Donna/Meryl Streep, vai-se casar com Sky e quer que o pai a acompanhe ao altar, mas nas suas pesquisas, acaba descobrindo que a mãe namorou sucessivamente 3 homens e decide convidar todos para a ilha onde vivem.

É assim que Sam/Pierce Brosnan, Bill/Stellan Skarsgård e Harry/Colin Firth chegam juntos à ilha, sem saber ao que vão e na mais completa ignorância por parte de Donna que, ao descobri-los, parece ter visto um demónio tricéfalo, tentando correr com eles.

Mas a determinação da filha vence, a jovem está convencida de que identificará o verdadeiro pai e suceder-se-ão os conflitos entre Sophie e a mãe, entre esta e os três pretendentes a pais da garota, cuja missão parece cada vez mais complicada.

Mas MAMMA MIA! é uma comédia românica em forma de musical, assente num magnífico conjunto de canções que tem tudo menos depressões e, resolvidos todos os conflitos, numa caminhada tortuosa e recheada de aspectos hilariantes, o filme teria de acabar bem, com o amor a triunfar sobre tudo o resto, independentemente da forma assumida ou do atraso com que se cumpre.

Resta fazer uma referência muito especial às duas companheiras de Donna ao longo deste trajecto, Rosie/Julie Walters e Tanya/Christine Baranski que com ela cantam grande parte dos temas, e às duas amigas de Sophie, Lisa/Rachel McDowall e Ali/Ashley Lilley, quatro peças fundamentais deste musical filmado.

Quanto mais não seja pela recriação da obra dos ABBA e pelo divertimento que representa, para MAMMA MIA!, de Phyllida Lloyd, com Meryl Streep, Pierce Brosnan, Amanda Seyfried e Stellan Skarsgård, 4 écrans, filme decididamente a ver.

Falco Fernandes

(Difundido no Grande Écran 536 de 4 de Setembro)

 

 

 

 

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