|
Seguindo o esquema típico de
outros filmes sobre super heróis que pretende
parodiar, casos do
Super-homem e Clark Kent ou do
Homem-aranha e Peter Parker, também
este Homem-mosca veste no dia a dia a pele de
Rick Riker, um tosco estudante liceal,
detentor de super-poderes insuspeitos, mas tímido e
incapaz de confessar o amor ardente que sente pala
sua atraente colega Jill Johnson.
E claro que, ao optar pela luta
em defesa do bem, terá o seu inimigo de eleição, em
Hourglass, disfarçado sob a capa do
ex-cientista Lou Landers, este sobrevivendo
ao preço da morte de outras pessoas, os dois unidos
apenas por serem resultado de experiências genéticas
falhadas.
Rick tornou-se
super-poderoso depois de ter sido mordido por uma
libelinha radioactiva, passando a dispor de uma
força incrível, para além de outras habilidades que
rapidamente fazem dele um herói popular, levando os
jornais a interrogarem-se sobre se estarão perante
de Bugman, Mr. Green ou Fag-on-Fly,
sem que ele possa quebrar o sigilo da sua
identidade, nem perante a rapariga amada, com quem
acha viver uma paixão impossível.
Como é muito jovem e lhe foi
explicado, não bastam os seus espantosos poderes e
terá de aprender a tornar-se num verdadeiro herói, o
que se revela algo difícil, porque os disparates
continuam a suceder-se e as suas intervenções
tornam-se, quase sempre, catastróficas, levando a
ouvir-se numa emissão de rádio alguém afirmar “Não
precisamos de super-heróis, mas sim de mais
polícias!”
A despeito de algumas piadas de
acentuado mau gosto e de detalhes que levaram os
pudicos americanos a classificarem o filme para
maiores de 13 anos, o filme consegue manter, da
primeira à última imagem, um clima de nonsense
total que talvez peque apenas por excesso, mas
resulta numa comédia divertida que começa por gozar
com o género e acaba gozando-se a si próprio.
Com os jovens
Drake
Bell e
Sara
Paxton protagonizando os papéis do herói e
da sua namoradinha, mas também interpretado por
Christopher McDonald no vilão,
Leslie
Nielsen no tio de Rick e até
Pamela
Anderson num papel
secundaríssimo,
SUPERHERO MOVIE – UM ESTRONDO DE FILME,
de
Craig Mazin, justifica os 3 écrans, filme
com interesse.
Falco Fernandes
(Difundido no
Grande Écran
534 de 21 de Agosto) |