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A
série
HELLBOY, nascida em 2004 e dirigida por
Guillermo del Toro, tem agora continuação
com
HELLBOY II: O EXÉRCITO DOURADO, oitava
realização do mexicano que é também argumentista e
manteve como protagonistas a dupla
Ron
Perlman e
Selma
Blair, espécie de “a bela e o monstro”,
perfeitamente actualizada e carregada de humor.
Embora para já, menos de 2 meses após a estreia
oficial no
Los Angeles Film Festival e um mês e meio
depois da estreia no circuito comercial, se fique
pela nomeação para o melhor trailer nos
Golden
Trailer Awards, tudo aponta para que venha a
ter um melhor acolhimento junto do público do que o
seu antecessor que, mesmo assim, teve 2 prémios e 7
nomeações, sobretudo em festivais de cinema
fantástico ou nas classes de efeitos visuais.
Hellboy dá uma mãozinha, sempre que necessário, ao
Bureau for Paranormal Research and Defense,
departamento secreto do FBI cuja acção impõe uma
actuação discreta, a perfeita antítese dos métodos
seguidos pelo corpulento e desconcertante herói,
conhecido de toda a gente e saudado na rua, o que o
enche de satisfação quase tanto, como envolver-se em
cenas de pancadaria e tiros, escaqueirando tudo à
sua volta, mas resolvendo os assuntos à boa maneira
de um certo tipo de heróis do cinema
norte-americano, desde personagens encarnadas por
Bruce
Willis, às protagonizadas por
Sylvester Stallone,
Arnold
Schwarzenegger,
Steven
Seagal e outros que tais.
Mas Hellboy tem outras características que lhe
conferem uma dimensão bem humana, como o vício de
fumar charutos ou beber cerveja, gemer antes de lhe
tocarem quando se preparam para lhe tratar uma
ferida, para além de manter uma relação íntima com a
colega Liz Sherman, entregue aos cuidados da
belíssima
Selma
Blair que lhe reserva uma surpresa de que só
terá conhecimento no final do filme.
O
desafio que ambos enfrentam é precisamente o
“Exército Dourado”, uma poderosa máquina de guerra
mecânica que está adormecida no tempo e o príncipe
Nuada pretende ressuscitar, matando para isso o pai
e perseguindo a irmã gémea princesa Nuala, que detém
as peças que faltam para completar o puzzle que o
tornará uma ameaça indestrutível para a raça humana.
A
acção começa na véspera de Natal de 1955, quando
Nuada irrompe num leilão para se apossar de algo
fundamental para os seus propósitos, semeando a
destruição e a morte à sua volta, terminando numa
ilha perdida algures na Irlanda do Norte, para onde
partem Hellboy, Liz, um humanóide do bureau e o
agente professor Johann Krauss, enviado pelo FBI
para dirigir as operações e, depois de entrar em
conflito com os métodos de Hellboy, acaba por aderir
ao grupo e fazer-se à luta.
Claro que o confronto final será entre o herói do
filme e o malvado príncipe Nuada, chegando os
dirigentes do bureau à ilha quando já está tudo
resolvido, à margem das hierarquias, e para
receberem a demissão colectiva dos operacionais no
terreno.
Para
HELLBOY II: O EXÉRCITO DOURADO, de
Guillermo del Toro, com
Ron
Perlman e
Selma
Blair, um filme pleno de acção e humor,
recheado de efeitos visuais e personagens
fascinantes, 4 écrans, filme decididamente a ver.
Falco Fernandes
(Difundido no
Grande Écran
534 de 21 de Agosto) |