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1602/2008

quinta

ago.21

Redacção: Raquel Sofia, António Sousa, Raquel Silva, Ana Rita Madruga,  Isabel Santos e Falco Fernandes

 

4 écrans

 

HELLBOY II:

O EXÉRCITO

DOURADO

de Guillermo del Toro

 

Liz e Hellboy defrontam do perigo

 

A série HELLBOY, nascida em 2004 e dirigida por Guillermo del Toro, tem agora continuação com HELLBOY II: O EXÉRCITO DOURADO, oitava realização do mexicano que é também argumentista e manteve como protagonistas a dupla Ron Perlman e Selma Blair, espécie de “a bela e o monstro”, perfeitamente actualizada e carregada de humor.

Embora para já, menos de 2 meses após a estreia oficial no Los Angeles Film Festival e um mês e meio depois da estreia no circuito comercial, se fique pela nomeação para o melhor trailer nos Golden Trailer Awards, tudo aponta para que venha a ter um melhor acolhimento junto do público do que o seu antecessor que, mesmo assim, teve 2 prémios e 7 nomeações, sobretudo em festivais de cinema fantástico ou nas classes de efeitos visuais.

Hellboy dá uma mãozinha, sempre que necessário, ao Bureau for Paranormal Research and Defense, departamento secreto do FBI cuja acção impõe uma actuação discreta, a perfeita antítese dos métodos seguidos pelo corpulento e desconcertante herói, conhecido de toda a gente e saudado na rua, o que o enche de satisfação quase tanto, como envolver-se em cenas de pancadaria e tiros, escaqueirando tudo à sua volta, mas resolvendo os assuntos à boa maneira de um certo tipo de heróis do cinema norte-americano, desde personagens encarnadas por Bruce Willis, às protagonizadas por Sylvester Stallone, Arnold Schwarzenegger, Steven Seagal e outros que tais.

Mas Hellboy tem outras características que lhe conferem uma dimensão bem humana, como o vício de fumar charutos ou beber cerveja, gemer antes de lhe tocarem quando se preparam para lhe tratar uma ferida, para além de manter uma relação íntima com a colega Liz Sherman, entregue aos cuidados da belíssima Selma Blair que lhe reserva uma surpresa de que só terá conhecimento no final do filme.

O desafio que ambos enfrentam é precisamente o “Exército Dourado”, uma poderosa máquina de guerra mecânica que está adormecida no tempo e o príncipe Nuada pretende ressuscitar, matando para isso o pai e perseguindo a irmã gémea princesa Nuala, que detém as peças que faltam para completar o puzzle que o tornará uma ameaça indestrutível para a raça humana.

A acção começa na véspera de Natal de 1955, quando Nuada irrompe num leilão para se apossar de algo fundamental para os seus propósitos, semeando a destruição e a morte à sua volta, terminando numa ilha perdida algures na Irlanda do Norte, para onde partem Hellboy, Liz, um humanóide do bureau e o agente professor Johann Krauss, enviado pelo FBI para dirigir as operações e, depois de entrar em conflito com os métodos de Hellboy, acaba por aderir ao grupo e fazer-se à luta.

Claro que o confronto final será entre o herói do filme e o malvado príncipe Nuada, chegando os dirigentes do bureau à ilha quando já está tudo resolvido, à margem das hierarquias, e para receberem a demissão colectiva dos operacionais no terreno.

Para HELLBOY II: O EXÉRCITO DOURADO, de Guillermo del Toro, com Ron Perlman e Selma Blair, um filme pleno de acção e humor, recheado de efeitos visuais e personagens fascinantes, 4 écrans, filme decididamente a ver.  

Falco Fernandes

(Difundido no Grande Écran 534 de 21 de Agosto)

 

 

 

 

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