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1579/2008

quinta

jul.24

Redacção: Raquel Sofia, António Sousa, Raquel Silva, Ana Rita Madruga,  Isabel Santos e Falco Fernandes

5 écrans

 

 

 

EU SERVI O REI

DE INGLATERRA

de Jirí Menzel

 

 

Embora já com dois anos e, mesmo depois de ter sido exibido num festival português, vale a pena ver o filme do realizador checo Jirí Menzel, EU SERVI O REI DE INGLATERRA.

Trata-se do seu mais recente trabalho, ele é um dos melhores realizadores da sua geração e do actual cinema feito no seu país de excelente produção fílmica e, acima de tudo, é cinema de primeira água, a merecer o olhar atento do espectador.

O filme é uma comédia dramática plena de humor inteligente e bem conseguido no écran, contando a história tragicómica de um homenzinho com ideias de grandeza, em busca de um meio para subir na vida e começa a trabalhar num hotel, até ao momento em que cai em desgraça e o seu sonho desaba, acabando num beco sem saída.

A multiplicidade de campos abordados e a forma como isso é feito, são característicos de Menzel e do cinema do seu país, mas ele atinge uma eficiência notável e, para o espectador menos atento, mas sobretudo para os cinéfilos, é uma obra imperdível.

Pintado em tons de cor e de luz adequados a situar-nos na época em que decorre, só mesmo na tela de uma sala de cinema adquire a sua dimensão por completo e daí, que as vias alternativas e mais económicas do DVD ou da transmissão por um canal de televisão, perde muito das qualidades que tem.

Tivemos a oportunidade de o ver talvez em San Sebastián, mas interessa saber que recebeu o prémio FIPRESCI, da imprensa cinematográfica, na edição de 2007, do Festival de Berlim e teve, até agora, mais 7 prémios e uma nomeação.

Para além do mais, é um prazer olhar a excelente fotografia do premiado director Jaromir Sofr e apreciar o saboroso desempenho dos dois actores protagonistas, representando o looser na juventude e na parte final do relato.

Para EU SERVI O REI DE INGLATERRA, de Jirí Menzel, protagonizado pelo premiado actor Ivan Barnev e com imagem de Jaromir Sofr, 5 écrans, filme decididamente a não perder.

Falco Fernandes

(Difundido no Grande Écran 530 de 24 de Julho)

 

 

 

 

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