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Embora já com dois anos e, mesmo depois de ter sido
exibido num festival português, vale a pena ver o
filme do realizador checo
Jirí
Menzel,
EU
SERVI O REI DE INGLATERRA.
Trata-se do seu mais recente trabalho, ele é um dos
melhores realizadores da sua geração e do actual
cinema feito no seu país de excelente produção
fílmica e, acima de tudo, é cinema de primeira água,
a merecer o olhar atento do espectador.
O
filme é uma comédia dramática plena de humor
inteligente e bem conseguido no écran, contando a
história tragicómica de um homenzinho com ideias de
grandeza, em busca de um meio para subir na vida e
começa a trabalhar num hotel, até ao momento em que
cai em desgraça e o seu sonho desaba, acabando num
beco sem saída.
A
multiplicidade de campos abordados e a forma como
isso é feito, são característicos de
Menzel e do
cinema do seu país, mas ele atinge uma eficiência
notável e, para o espectador menos atento, mas
sobretudo para os cinéfilos, é uma obra imperdível.
Pintado em tons de cor e de luz adequados a
situar-nos na época em que decorre, só mesmo na tela
de uma sala de cinema adquire a sua dimensão por
completo e daí, que as vias alternativas e mais
económicas do DVD ou da transmissão por um canal de
televisão, perde muito das qualidades que tem.
Tivemos a oportunidade de o ver talvez em San
Sebastián, mas interessa saber que recebeu o prémio
FIPRESCI, da
imprensa cinematográfica, na edição de 2007, do
Festival de Berlim e teve, até agora, mais 7 prémios
e uma nomeação.
Para além do mais, é um prazer olhar a excelente
fotografia do premiado director Jaromir Sofr e
apreciar o saboroso desempenho dos dois actores
protagonistas, representando o looser na juventude e
na parte final do relato.
Para
EU
SERVI O REI DE INGLATERRA, de
Jirí
Menzel, protagonizado pelo premiado
actor
Ivan
Barnev e com imagem de
Jaromir Sofr, 5 écrans, filme
decididamente a não perder.
Falco Fernandes
(Difundido no
Grande Écran
530 de 24 de Julho) |