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1578/2008

quinta

jul.17

Redacção: Raquel Sofia, António Sousa, Raquel Silva, Ana Rita Madruga,  Isabel Santos e Falco Fernandes

5 écrans

 

AS CRÓNICAS

DE NÁRNIA:

PRÍNCIPE CASPIAN

de Andrew Adamson

 

 

Quinto filme desta saga que começou em 1988, com THE LION, THE WITCH AND THE WARDROBE, para televisão e adaptado ao cinema em 2005 com o título O LEÃO, O FEITICEIRO E O GUARDA ROUPA, a aventura é agora retomada com AS CRÓNICAS DE NÁRNIA: PRÍNCIPE CASPIAN, também assinado pelo neozelandês Andrew Adamson.

Em estreia esta semana entre nós, pode vir a revelar-se novo blockbuster, como tem sido um pouco por todo o lado: desde a sua première em Maio deste ano e começo da exploração comercial na semana seguinte, foi já visto por mais de 30 milhões de espectadores de 36 países e, com um orçamento estimado em 250 milhões de dólares, rendeu até agora mais de 360 milhões de dólares.

A série de livros que deu início aos filmes tem como autor C.S. Lewis que viveu entre 1898 e 1963, editando os seus livros nas décadas de 40 e 50, tendo a adaptação ao cinema contado com o próprio realizador.

Se no primeiro, os 4 irmãos Pevensie – Peter, Susan, Edmund e Lucy – fogem de Londres durante a 2ª Grande Guerra e descobrem o armário mágico que os leva a Nárnia, neste último regressam à terra situada a uns 1300 anos atrás, para ajudarem a reconduzir o Príncipe Caspian no trono, pondo termo ao sofrimento dos animais expulsos de Nárnia pelos tiranos Telmarines que a ocuparam de assalto.

Os Pevensie e Caspian são os bons das fitas, os rebeldes de Telmarine são os maus, embora o próprio Caspian seja da sua raça e todos vêem da Terra, uns chegados através dum armário mágico e outros por uma caverna mágica.

Num estilo análogo à série O Senhor dos Anéis, esta baseada em best-sellers de J.R.R. Tolkien publicados no princípio do século passado, a tonalidade e ambiente que os caracterizam são quase monocromáticos, alternando entre o acentuado escuro e o muito claro, habituais nos filmes situados num passado distante e adequados a levar-nos ao palco da acção e à época em que decorre.

No primeiro, o irmão mais velho Peter começa por duvidar da descoberta da irmã mais nova Lucy, acabando por chegar os quatro, por mero acaso, a Nárnia, onde se revelam heróis, neste último, regressam ao passado sabendo o que os espera, reafirmando a sua coragem e tenacidade, assumindo em pleno o seu heroísmo.

Curioso é uma e outra série, a primeira dirigida pelo também neozelandês Peter Jackson, partirem de livros escritos como “literatura infantil”, virando livros de culto para todas as gerações e, no caso da primeira está o mais vendido do século XX, no cinema o fenómeno repetiu-se, não por mero acaso e talvez com um cuidado das produções, na mira do sucesso de bilheteira que conseguiram.

Podem contar então com um filme extenso com mais de duas horas, cuja história prende a atenção do início até final, deixando na boca um sabor “a pouco”, dando seguimento ao primeiro, uma aventura de fantasia e acção, povoada de personagens míticas, como feiticeiros, animais falantes, faunos e centauros, que só pode perder por ser uma sequela, contando uma história análoga à do anterior.

Mesmo assim e para AS CRÓNICAS DE NÁRNIA: PRÍNCIPE CASPIAN, de Andrew Adamson, protagonizado Ben Barnes, William Moseley, Anna Popplewell, Skandar Keynes e Georgie Henley, respectivamente nos papéis do príncipe e dos irmãos, mas por onde passam actores como Sergio Castellito, Liam Neeson e Tilda Swinton, 5 écrans, filme decididamente a não perder.

Falco Fernandes

(Difundido no Grande Écran 529 de 17 de Julho)

 

 

 

 

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