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Quinto filme desta saga que começou em 1988, com
THE
LION, THE WITCH AND THE WARDROBE,
para televisão e adaptado ao cinema em 2005 com o
título
O
LEÃO, O FEITICEIRO E O GUARDA ROUPA,
a aventura é agora retomada com
AS
CRÓNICAS DE NÁRNIA: PRÍNCIPE CASPIAN,
também assinado pelo neozelandês
Andrew
Adamson.
Em estreia esta semana entre nós, pode vir a
revelar-se novo blockbuster, como tem sido um
pouco por todo o lado: desde a sua première
em Maio deste ano e começo da exploração comercial
na semana seguinte, foi já visto por mais de 30
milhões de espectadores de 36 países e, com um
orçamento estimado em 250 milhões de dólares, rendeu
até agora mais de 360 milhões de dólares.
A série de livros que deu início aos filmes tem como
autor
C.S.
Lewis
que viveu entre 1898 e 1963, editando os seus livros
nas décadas de 40 e 50, tendo a adaptação ao cinema
contado com o próprio realizador.
Se no primeiro, os 4 irmãos
Pevensie – Peter, Susan, Edmund e Lucy – fogem de
Londres durante a 2ª Grande Guerra e descobrem o
armário mágico que os leva a Nárnia, neste último
regressam à terra situada a uns 1300 anos atrás,
para ajudarem a reconduzir o
Príncipe Caspian
no trono, pondo termo ao sofrimento dos animais
expulsos de Nárnia pelos tiranos
Telmarines que a ocuparam de assalto.
Os
Pevensie e
Caspian
são os bons das fitas, os rebeldes de
Telmarine
são os maus, embora o próprio
Caspian seja da sua raça e todos vêem da Terra,
uns chegados através dum armário mágico e outros por
uma caverna mágica.
Num estilo análogo à série
O Senhor dos Anéis,
esta baseada em best-sellers de
J.R.R.
Tolkien
publicados no princípio do século passado, a
tonalidade e ambiente que os caracterizam são quase
monocromáticos, alternando entre o acentuado escuro
e o muito claro, habituais nos filmes situados num
passado distante e adequados a levar-nos ao palco da
acção e à época em que decorre.
No primeiro, o irmão mais velho
Peter começa por duvidar da descoberta da irmã
mais nova
Lucy, acabando por chegar os quatro, por mero acaso, a
Nárnia, onde se revelam heróis, neste último, regressam
ao passado sabendo o que os espera, reafirmando a
sua coragem e tenacidade, assumindo em pleno o seu
heroísmo.
Curioso é uma e outra série, a primeira dirigida
pelo também neozelandês
Peter
Jackson,
partirem de livros escritos como “literatura
infantil”, virando livros de culto para todas as
gerações e, no caso da primeira está o mais vendido
do século XX, no cinema o fenómeno repetiu-se, não
por mero acaso e talvez com um cuidado das
produções, na mira do sucesso de bilheteira que
conseguiram.
Podem contar então com um filme extenso com mais de
duas horas, cuja história prende a atenção do início
até final, deixando na boca um sabor “a pouco”,
dando seguimento ao primeiro, uma aventura de
fantasia e acção, povoada de personagens míticas,
como feiticeiros, animais falantes, faunos e
centauros, que só pode perder por ser uma sequela,
contando uma história análoga à do anterior.
Mesmo assim e para
AS
CRÓNICAS DE NÁRNIA: PRÍNCIPE CASPIAN,
de
Andrew
Adamson,
protagonizado
Ben Barnes,
William Moseley,
Anna
Popplewell,
Skandar Keynes
e
Georgie Henley,
respectivamente nos papéis do príncipe e dos irmãos,
mas por onde passam actores como
Sergio
Castellito,
Liam
Neeson
e
Tilda
Swinton,
5 écrans, filme decididamente a não perder.
Falco Fernandes
(Difundido no
Grande Écran
529 de
17 de Julho) |