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1467/2006

quinta

dez.7

Redacção: Raquel Sofia, António Sousa, Raquel Silva, Ana Rita Madruga Isabel Santos e Falco Fernandes

   

3 écrans

 

 

 

AGENTE 117

de Michel Hazanavicius

(difundido no Grande Écran 514, de 7 de Dezembro)

 

Em meados da década de cinquenta, o Cairo era um ninho de espiões, povoado de ingleses, franceses, soviéticos e alemães, dos familiares do deposto rei Farouk, dos fundamentalistas elementos da seita as Águias de Keops, cenário explosivo para onde o presidente francês decide enviar a sua arma secreta, o agente 117, com a difícil missão de devolver a paz à região e a todo o Médio Oriente.

Imagine-se então um Bond à francesa, incapaz de produzir uma ideia, tropeçando a cada passo nas inconveniências que profere e nos actos que pratica, sempre a um passo de provocar uma guerra santa contra si próprio, a França que o enviou, os infiéis do Ocidente.

Criado por Jean Bruce em 1949, quatro anos antes do primeiro Ian Fleming, o agente 117 foi objecto de 265 romances, peças de teatro, bandas desenhadas e oito filmes, rico património de que Michel Hazanavicius partiu para esta aventura, situada em 1958 e protagonizada por Jean Dujardin, rodeado de duas belas mulheres, para não ficar atrás de Bond.

A princesa Al Tarouk, interpretada por Aure Atika, mas sobretudo Larmina, aos cuidados de Berenice Bejo, uma autêntica Bond Girl, completam o imprescindível triângulo desta comédia de espionagem que envolve um Hotel no Cairo, um armazém de frangos, perseguições em ruas estreitas, uma visita às pirâmides de perigosas consequências.

Estão lá todos os ingredientes indispensáveis a um filme do género, enriquecido com o tom de nonsense que proporciona um bom divertimento e permite um olhar um pouco mais crítico sobre o sério "concorrente" deste agente 117, o britânico 007, herói do momento nas salas do país.

Para AGENTE 117, de Michel Hazanavicius, com Jean Dujardin, Berenice Bejo e Aure Atika, 3 écrans, filme com interesse.

Falco Fernandes

 

 

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