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news 1191/2006 quinta jun.1 |
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Redacção: Raquel Sofia, António Sousa, Raquel Silva, Ana Rita Madruga, Isabel Santos e Falco Fernandes |
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Sete realizadores de nome sonante e o irmão de um deles juntaram-se para construírem um filme em sete segmentos sobre as crianças, em ligação com a Unicef e a WFP, World Food Program: o resultado é um belo e vigoroso fresco sobre a vida arriscada e dorida das crianças, um pouco por todo o mundo. O argelino Mehdi Charef abordou o drama dos meninos soldados, num cenário de guerra, em que, apesar de tudo, ainda há pequenas nesgas por onde a esperance insiste em espreitar. Segundo argumento do seu irmão Stibor, o bósnio Emir Kusturica apresenta-nos uma prisão onde estão crianças, empenhadas em jogos de sobrevivência, tudo regado com muito humor e música, ao seu habitual e muito próprio estilo. Spike Lee situa o seu filme numa cidade norte-americana, no seio de uma família em que o pai e a mãe são junkies infectados com Sida e têm de ajudar a filha Blanca a vencer o anátema que se abateu sobre todos. Kátia Lund navega no meio em que se sente mais à vontade, o das favelas brasileiras, para nos mostrar Bilú e João, duas crianças que ajudam a família a construir a casa, vendendo cartão e latas a um ferro-velho sujeito às oscilações do dólar. Ridley Scott e o seu irmão Jordan recorrem a David Thewlis para compor Jonathan, um fotógrafo de guerra a braços com fantasmas que o empurram de volta à adolescência e aos companheiros de então. Num filme em que participa a produtora Maria Grazia Cucinotta, Stefano Veneruso fala-nos dos meninos de Nápoles que assaltam os condutores, são perseguidos pelos polícias, transeuntes e cães, acabando num carrossel ou brincando às sombras chinesas. SONG SONG E LITTLE CAT, o segmento de John Woo é o mais fraco e daí talvez ser apresentado em último lugar, trata-se da história "menina rica, menina pobre" cheia de clichés e lugares comuns. Para CRIANÇAS INVISÍVEIS, um excelente colectivo de diversos realizadores pleno de unidade, 5 écrans, filme decididamente a não perder. Falco Fernandes |
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